1O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. 2Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. 3Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes. 4Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? 5Tu, que levantaste um homem da morte e dos abismos, pela palavra do Senhor; 6tu, que precipitaste reis na ruína e fizeste cair do leito homens ilustres; 7tu, que ouviste censuras no Sinai e decretos de vingança no Horeb. 8Tu ungiste reis, para tirar vingança, e profetas, para te sucederem; 9tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, um carro de cavalos também de fogo, 10tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para reconduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó. 11Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade! 12Nós também, com certeza, viveremos; mas, após a morte, não será tal o nosso nome. 13Apenas Elias foi envolvido no turbilhão, Eliseu ficou repleto do seu espírito. Durante a vida não temeu príncipe algum, e ninguém o superou em poder. 14Nada havia acima de suas forças, e, até já morto, seu corpo profetizou. 15Durante a vida realizou prodígios e, mesmo na morte, suas obras foram maravilhosas.
5ª feira da 11ª Semana do Tempo Comum
Fonte: Padre Paulo Ricardo
Leitura do Livro do EclesiásticoEclo 48, 1-15
Ó justos, alegrai-vos no Senhor!Sl 96(97),1-2.3-4.5-6.7
Ó justos, alegrai-vos no Senhor!Sl 96(97),1-2.3-4.5-6.7
Ó justos, alegrai-vos no Senhor!
1 Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, *
e as ilhas numerosas rejubilem!
2 Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, *
que se apoia na justiça e no direito. R.
3 Vai um fogo caminhando à sua frente *
e devora ao redor seus inimigos.
4 Seus relâmpagos clareiam toda a terra; *
toda a terra ao contemplá-los estremece. R.
5 As montanhas se derretem como cera *
ante a face do Senhor de toda a terra;
6 e assim proclama o céu sua justiça, *
todos os povos podem ver a sua glória. R.
7 "Os que adoram as estátuas se envergonhem †
e os que põem a sua glória nos seus ídolos; *
aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!" R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo MateusMt 6, 7-15
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.
8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.
“Pai nosso, que estais nos céus”
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 6, 7-15)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.
O Evangelho de hoje nos oferece o grande tesouro do Pai-Nosso, a oração por excelência de todo cristão. E Jesus nos ensina a rezar dizendo: “Pai nosso” por uma razão muito específica.
Em primeiro lugar, ao dizer “Pai”, já estamos afirmando algo extraordinário: somos co-herdeiros de Cristo. Muitas pessoas estão acostumadas a chamar Deus de Pai sem se dar conta da profundidade e da especificidade cristã desse título. Outras religiões podem chamar Deus de Pai, mas não com a mesma profundidade do cristianismo. Por quê? Porque nós, seres humanos, não somos filhos de Deus no sentido estrito da palavra. Existe, contudo, um Filho de Deus nesse sentido pleno e verdadeiro: Jesus Cristo.
A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho Eterno de Deus, fez-se homem, veio a este mundo e, ao morrer na Cruz por nós, tornou-se nosso irmão de sangue — sim, de sangue derramado por amor. Por esse motivo, nós nos tornamos co-herdeiros com Ele.
Dizer “Pai”, portanto, deve encher o nosso coração de esperança, porque uma herança nos espera. Não merecíamos o Céu, mas podemos chamar Deus de Pai porque somos co-herdeiros de Cristo! No entanto, Jesus não nos ensinou a dizer “Meu Pai”, mas “Pai nosso”, e nisso há um grande ensinamento da oração cristã: nós nunca rezamos sozinhos, mas sempre como membros de um Corpo, pois é exatamente como membros do Corpo de Cristo que podemos chamar Deus de Pai.
Além disso, Jesus nos ensina que a oração feita no plural é mais eficaz, porque é mais desinteressada. Quando rezamos apenas por nós mesmos, podemos estar movidos por interesses pessoais. Entretanto, quando rezamos pelos outros, algo muda profundamente, e surge em nosso interior uma atitude de doação, de entrega e de saída de nós mesmo. Eis a lógica do “Pai nosso”.
Porém, esse Pai ao qual nos dirigimos com esperança, e que é nosso porque somos irmãos em Cristo, está nos Céus! Onde fica esse Céu? Há uma resposta simples: o Céu está fora do universo, fora do cosmos, fora da Criação; mas existe uma Verdade ainda mais profunda que nos foi revelada por Jesus: “O Reino dos Céus está dentro de vós” (Lc 17, 21).
Sim, o Céu do Pai-Nosso é também a nossa alma. Deus habita no coração do justo, assim como passeava no jardim do Éden antes da queda do homem. Nós que fomos batizados, devemos saber: se estivermos em estado de graça — isto é, não vivendo em pecado mortal —, o nosso coração é o Céu onde Deus habita neste momento. Então, quanto mais crescermos em santidade, mais Deus encontrará em nossa alma o jardim das suas delícias. Por isso, é uma grande alegria rezarmos: “Pai nosso que estais nos Céus”. Afinal, ao pronunciarmos essas palavras, recordamos que fomos feitos para viver em comunhão com Deus já nesta vida e plenamente por toda a eternidade.