1Ouvi o que diz o Senhor: “Levanta-te, convoca um julgamento perante os montes e faze que as colinas ouçam tua voz”. 2Ouvi, montes, as razões do Senhor em juízo, escutai-o, fundamentos da terra; a pendência do Senhor é com seu povo, ele disputa em juízo contra Israel. 3“Povo meu, que é que te fiz? Em que te fui penoso? Responde-me. 4Eu te retirei da terra do Egito e te libertei da casa de servidão, e pus à tua frente Moisés, Aarão e Maria”. 6“Que oferta farei ao Senhor, digna dele, ao ajoelhar-me diante do Deus altíssimo? Acaso oferecerei holocaustos e novilhos de um ano? 7Acaso agradam ao Senhor carneiros aos milhares e torrentes de óleo? Porventura ofertaria eu o meu primogênito por um crime meu, o fruto do meu sangue pelos pecados da minha vida?” 8Foi-te revelado, ó homem, o que é o bem e o que o Senhor exige de ti: principalmente praticar a justiça e amar a misericórdia, e caminhar solícito com teu Deus.
2ª feira da 16ª Semana do Tempo Comum
Fonte: Padre Paulo Ricardo
Leitura da Profecia de MiqueiasMq 6,1-4.6-8
A todo homem que procede retamente eu mostrarei a salvação que vem de Deus.Sl 49(50),5-6.8-9.16bc-17.21 e 23
A todo homem que procede retamente eu mostrarei a salvação que vem de Deus.Sl 49(50),5-6.8-9.16bc-17.21 e 23
A todo homem que procede retamente,
eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
5 "Reuni à minha frente os meus eleitos, *
que selaram a Aliança em sacrifícios!"
6 Testemunha o próprio céu seu julgamento, *
porque Deus mesmo é juiz e vai julgar. R.
8 Eu não venho censurar teus sacrifícios, *
pois sempre estão perante mim teus holocaustos;
9 não preciso dos novilhos de tua casa *
nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. R.
16b "Como ousas repetir os meus preceitos *
c e trazer minha Aliança em tua boca?
17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios! R.
21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos. R.
23 Quem me oferece um sacrifício de louvor, *
este sim é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente, *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus". R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo MateusMt 12,38-42
Naquele tempo, 38alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: "Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti". 39Jesus respondeu-lhes: "Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. 40Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. 41No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. 42No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é maior do que Salomão".
A severidade de Jesus contra a nossa malícia
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 12, 38-42)
Naquele tempo, alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti”. Jesus respondeu-lhes: “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas.
Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão”.
No Evangelho de hoje, Jesus nos surpreende com uma Palavra dura: Ele chama os Mestres da Lei e os fariseus de “geração má e adúltera” (Mt 12, 39). Mas como compreender essa severidade daquele que é manso e humilde de Coração, o mesmo que afirma: “Eu quero misericórdia e não sacrifício” (Mt 9, 13)? Para isso, primeiro, precisamos distinguir dois tipos de pecado: o pecado de fraqueza e o pecado de malícia.
Existem pecados que cometemos por causa da nossa fraqueza. Somos seres humanos marcados por uma natureza decaída e, por isso, aqueles apetites que Deus colocou em nós acabam tornando-se desordenados por causa da mancha do pecado original. São os apetites da carne: a comida, a bebida, o sexo. Nenhuma dessas realidades é má em si mesma. Comer não é pecado, mas pode-se pecar ao comer. Beber não é pecado, mas pode-se pecar ao beber. O mesmo acontece com o sexo: não é pecado, porém, quando vivido de maneira desregrada ou fora do santo Matrimônio, torna-se pecado. Portanto, os pecados de fraqueza acontecem quando não encontramos forças para resistir aos impulsos de uma natureza humana ferida, que traz em si uma profunda desordem.
Os pecados de malícia, no entanto, são diferentes. Neles, não existe um impulso interior que leve a pessoa a agir daquela maneira. Ela pratica o mal porque há maldade em seu coração. É por isso que, quando Jesus encontra as prostitutas e os publicanos, vê pessoas que cometeram pecados de fraqueza. A prostituta foi vencida pela concupiscência da carne; o publicano, pela concupiscência dos olhos, isto é, pela ganância de querer possuir sempre mais.
Entretanto, há uma realidade muito mais grave que esses atos: os Mestres da Lei e os fariseus, homens devotos que já haviam dominado suas paixões e observavam os Mandamentos, procurando viver conforme a Lei de Deus, viram o Filho de Deus feito homem, presenciaram os seus milagres, escutaram a sublimidade dos seus ensinamentos e, ainda assim, recusaram-se a crer.
E o que os levou a rejeitarem Jesus? Ora, no Evangelho de hoje, eles pedem por mais um sinal. Contudo, um novo milagre não mudaria seus corações. Basta recordar o que aconteceu no Evangelho de São João: depois da ressurreição de Lázaro, em vez de acolherem a evidência do poder de Deus, os fariseus passaram a planejar a morte do próprio Lázaro, para eliminar a prova do milagre e impedir que o povo acreditasse em Jesus. Obviamente, apenas a malícia poderia ter levado alguém a agir dessa forma contra Deus. Por isso, não foi por acaso que Cristo dirigiu-lhes palavras severas.
Olhemos, então, para dentro do nosso coração, e vejamos se nele existem esses dois tipos de pecado. Ambos são graves e afastam-nos de Deus, mas é particularmente terrível quando o coração se deixa dominar pela malícia, querendo enfrentar o Senhor, ocupar o seu lugar e fechar-se totalmente à ação de Deus em nossas vidas.