Roma

Guia dos Vestígios das Missões Jesuíticas Guaranis no Rio Grande do Sul: 400 Anos (1626–2026)

Documentar os vestígios das Missões Jesuítico-Guaranis no Rio Grande do Sul é fundamental para conhecer, preservar e valorizar uma das experiências históricas mais significativas da for...

Guia dos Vestígios das Missões Jesuíticas Guaranis no Rio Grande do Sul: 400 Anos (1626–2026)

Documentar os vestígios das Missões Jesuítico-Guaranis no Rio Grande do Sul é fundamental para conhecer, preservar e valorizar uma das experiências históricas mais significativas da formação da América Latina. Esses vestígios — ruínas, estruturas arquitetônicas, objetos, caminhos, espaços de trabalho, áreas de cultivo e outros elementos da paisagem — não são apenas marcas materiais do passado, mas testemunhos da presença e da criatividade dos povos Guarani, da atuação dos missionários e dos complexos processos de encontro, intercâmbio e conflito que marcaram aquele período.

A identificação e o registro desses vestígios permitem ampliar o conhecimento histórico e arqueológico sobre as Missões, inclusive para além dos sítios mais conhecidos. Conhecer sua localização significa compreender como esses espaços se organizavam, como as comunidades viviam e trabalhavam e de que maneira a cultura missioneira se desenvolveu. Também é uma forma de reconhecer que a história das Missões não se resume à presença europeia: ela foi profundamente construída pela participação dos povos indígenas, especialmente os Guarani, cujos conhecimentos, formas de organização, expressões artísticas e modos de relação com o território permanecem fundamentais para compreender esse patrimônio.

Neste ano de 2026 em que são celebrados os 400 anos do início da experiência missioneira, todos os trabalhos realizados neste sentido adquirem um significado ainda maior. Trata-se de uma oportunidade para renovar o compromisso com a preservação da memória e do patrimônio, fortalecer a pesquisa e aproximar as novas gerações dessa história. Conhecer e mapear os vestígios das Missões é, portanto, olhar para o passado não como algo distante, mas como uma herança viva que continua influenciando a identidade cultural do Rio Grande do Sul e oferecendo importantes reflexões sobre interculturalidade, memória, território e convivência entre diferentes povos.

E precisamente esta é uma das propostas do livro "Guia dos Vestígios das Missões Jesuíticas Guaranis no Rio Grande do Sul: 400 Anos (1626–2026)", finalizado graças à dedicação de três missioneiros: Juliano Ozga, Daniel Campos e Maikel Morais. O gaúcho Juliano Ozga, em particular, já havia dado uma preciosa contribuição ao tema das Missões Jesuítico-Guaranis com os livros “Manuscritos do Pe. Cláudio Ruyer SJ sobre Batalha do M'Bororé (1641)”; “A música barroca Missioneira Jesuítica Guarani” e o "Guia Vestígio das Missões desde 1626".

O que motivou a publicação do livro "Guia dos Vestígios das Missões Jesuíticas Guaranis no Rio Grande do Sul: 400 Anos (1626–2026)" e qual lacuna ele busca preencher?

Foi deixar registrado para posteridade, para o futuro, locais e vestígios para evitar o apagamento humano desses locais, modificação, transladação, ou qualquer modificação que venha ser de intencional humano para apagamento da história para mais 100 anos, ou seja, são 400 anos de vestígios que já são vestígios por um apagamento histórico de 400 anos envolvendo várias interesses, várias entidades. Portanto, fazer o guia é um meio de não modificar o que restou e registrar para futuramente se alguém pesquisar no guia, tal local existia no guia, onde está aqui no mundo real, no mapa, está aqui foto. E a lacuna que preencheu? Até o meu pouco conhecimento, não sei se existe algum guia das missões jesuíticas, guaraní, dos vestígios, primeiro, segundo e cinco, com essa abrangência. Ou seja, é uma lacuna que vem preencher um campo de pesquisa histórico, geográfico, topológico, para as pessoas conhecerem essa região das missões e os vestígios, não só na região das missões. O Rio Grande do Sul inteiro possuI vestígios. São 229 pontos geográficos de vestígio das missões no Rio Grande do Sul.

Quais foram os principais desafios enfrentados durante o levantamento e a documentação dos vestígios missioneiros espalhados pelo Rio Grande do Sul?

Um dos principais desafios da parte que me tocou, porque tem que deixar claro que esse guia foi feito em três fases, a primeira fase Daniel Campos, a segunda fase Juliano Ozga e a finalização gráfica, toda parte de design e acréscimos muito importantes para a finalização, como merecia dos 400 anos, é pelo Maikel Morais, três missioneiros, cada um radicado em uma região, Daniel Campos em São Luiz Gonzaga, eu Juliano Ozga em Ouro Preto, Minas Gerais e Maikel Morais, que reside atualmente em Portugal, no Além-mar Lusitano. Então a dificuldade a princípio de cada um foi ter o apoio, vamos dizer assim, Se juntar o trabalho das três pessoas, são mais ou menos quase nove anos de trabalho. Só o design final do Maijel Morais foi um ano, de 2025 a 2026. O meu começou em 2023 a 2024-2025. E o Daniel Campos já tinha feito esse mapeamento no Google My Maps anteriormente, a partir de um TCC que ele iniciou e foi preenchendo essas informações voluntariamente com outras pessoas, mas a iniciativa desse levantamento geográfico dos vestígios das missões do primeiro e segundo ciclo se iniciou com o trabalho do Daniel Campos. Após isso, numa conversa, numa parceria, a gente  resolveu fazer um um guia e a finalização graças ao Maikel Morais que fez esse trabalho excelente para não deixar engavetado por falta de apoio financeiro, institucional, apoio cultural de várias esferas públicas, estadual federal e municipal. Então, foi um trabalho voluntário com ajuda financeira de patrocinadores pessoais privados, que são quatro pessoas que ajudaram com esse valor financeiro e só foram impressos 50 exemplares numerados de 1 a 50. 25 ficaram no Brasil e 25 seguiram a direito para Portugal que Maikel Morais além de fazer o trabalho voluntário de designer, finalização de arte e vários outros trabalhos, de mapeamento, QR code que foi um trabalho exaustivo, até de criação de plugins, de programas, de aplicativos para poder elaborar toda essa informação e gerar um produto final que foi o guia. Então, esse é  um trabalho que se faz por 20, 30 mil e foi um trabalho voluntário que o Maikel Moraes fez. Então, de toda essa questão, pode-se resumir o grande problema, que não impediu por força maior de ajuda de pessoas, minha família, família da minha mãe, meus irmãos, a família do Maikel Moraes que ajudou a Impressão, o patrocínio, para imprimir esses 50 exemplares. Foi a falta de apoio financeiro, institucional, a nível municipal, estadual, federal, para conclusão desse trabalho, que é muito importante a um nível histórico e só foi possível por ajuda pessoal, familiar e isso tem que ser deixado claro e deixado registrado.

A importância desse guia justamente neste ano em que são comemorados os 400 anos do início das Missões Jesuíticas Guaranis no estado. Que significado essa data tem para a preservação da memória e da identidade regional?

Penso que um guia, ele é um rumo para novas pesquisas, novos caminhos, novas abordagens, e acima de tudo, ele é um registro. A partir do momento que é catalogado num guia, num registro, num livro de tombamento, certos objetos, locais históricos, o guia impede de ser modificado, destruído, eliminado e apagado. Por quê? Porque você tem uma prova material que, com fotografia, com mapa, com descrição, que ali existia algo. Esse é o maior êxito do Guia: é criar um registro para impedir o apagamento do pouco que resta. Desses 400 anos, o Guia é um registro para guardar, preservar, é um guardião do que tem até hoje, além de outros vestígios que estão por serem descobertos. Então o Guia serve para guardar e preservar e futuras intervenções não serem possíveis. Intervenções que eu falo, apagamentos, intervenções Intencionais de destruição, de apagamento, de modificação, e é esse o principal motivo!

Durante a pesquisa, houve alguma descoberta, história ou vestígio que surpreendeu especialmente a equipe de autores? Por quê?

Eu, Juliano Ozga, como editor, colaborador do Guia, me surpreendeu que desses 220 pontos, vários pontos eu fui conhecer ao longo da minha vida, com 39 anos, muitas vezes sem saber que ele tinha alguma ligação específica. Então, um dos lugares que eu vim conhecer posteriormente foi a região da Batalha do M'bororé, entre Porto Vera Cruz e Porto Lucena. Outro ponto é a lembrança da visita do museu de Porto Lucena, quando eu estudava e morava em Porto Lucena, onde tem a espada que foi achada no leito do Rio Uruguai, que acredita-se com fontes visuais que é a espada da época dos bandeirantes com que está bem deteriorada, está no Museu de Porto Lucena, e essa espada consta num livro que eu publiquei sobre manuscritos da Batalha do M'Bororé. Nesse livro, através da pesquisa da ajuda de campo do Carlos Prill, do Porto Xavier, ele foi e conseguiu autorização do responsável pelo museu e tirou foto da espada e eu coloquei nesse livro. Isso trouxe essa lembrança que quando eu era novo, estudava em Porto Lucena de 1995 a 2000, em visita com a escola, a gente foi lá no museu, lembro de poucas coisas, e essa espada estava lá. Eu não sabia dessa importância na época, entre sete e treze anos, não sabia dessa importância histórica e foi uma lembrança que me trouxe. E a outra é aquela região do cerro Añaciba, que fica na linha Taquarussu na divisa com Porto Xavier e Porto Lucena, fica no lado de Porto Xavier, mil metros da foz do Rio Comandaý com o rio Uruguai, tem esse cerro Añaciba. Añaciba seria uma transliteração corruptela pejorativa para "Chapéu do Diabo", mas é um nome que foi dado posteriormente pelos portugueses. Em Guarani ele tem uma conotação topológica, geográfica, como "Sombra da Alma", porque era um local que dependendo o mês, a estação e a posição do sol, ele fica com um lado total de sombra, então ele dá uma imagem de  sombreiro no lado inteiro de uma visão de longe, ele parece é um chapéu. Ele tem o platô em cima com as abas nos lados, então quando cai o sol para o lado oeste, o lado leste desse cerro, ele fica todo escuro e também fica escuro porque tinha vegetação, tinha árvores, então quando baixa o sol na árvore, ele se torna escuro, então era uma outra conotação, isso aí fica bem próximo da região onde meu Avô Casemiro Ozga e minha Avó Iris Nystron moravam e a gente sempre escutava histórias sobre esse lugar, mas não tinha conhecimento aprofundado do que era na parte em cima, ou seja, era o reduto dos seguidores do Nheçu, por isso que foi colocado esse nome pejorativo como chapéu do mal, porque era o reduto dos seguidores do Nheçu.

Como o guia contribui para aproximar o público da história dos povos guaranis e do legado das reduções jesuíticas, além da visão tradicional sobre esse período?

A bem da verdade, o livro, o guia, ele não cumpriu essa função por essa falta de divulgação, de apoio institucional, ele se tornou um guia que ao ser lançado já se tornou raro, poucas pessoas têm, poucas pessoas têm acesso, são só 50 exemplares. Agora, com essa possibilidade, com esse apoio institucional do VaticanNews vai ter uma abrangência muito maior de pessoas que podem, através do ebook da Amazom, consultar e conhecer pelo menos a história, porque muitas vezes ela é reconhecida e mais apoiada fora do próprio local onde que a gente está. É o velho ditado "santo de casa não faz milagre".  Eu espero que com essa ajuda, com esse seu apoio, não é a primeira vez, com um agradecimento enorme, que esse livro, esse guia traga novos caminhos para as pessoas que vão visitar a região, as pessoas que pesquisam, olhar ele eu ir para tal região do Rio Grande do Sul e ver o que tem no guia para eu fazer essa rota. Porque futuramente as pessoas podiam pensar em rotas dentro desse guia, por região, cumprindo cada local do guia que já foi proposto. Eu fiz um projeto sobre um passaporte turístico missioneiro, certas cidades que possuem vários pontos geográficos, exemplo. São Luiz Gonzaga, São Nicolau, São Miguel, são cidades que possuem vários pontos geográficos no guia, e cada local desses poderia ter um carimbo, um carimbo sobre o local, tipo igreja matriz de São Luiz Gonzaga, tem um carimbo, e a pessoa quando passa com seu passaporte turístico missioneiro, só precisa ser impresso no caso, com apoio, com impressão material para ter esse passaporte, e a pessoa passaria nesses pontos e pediria o carimbo. Só que isso tem que ser um projeto a nível de cultura estadual, envolver várias entidades, vários Interesses, porque tem que ser um trabalho conjunto, como existe aqui em Minas Gerais na Estrada Real que vai do Rio de Janeiro até a Diamantina, tem um caminho novo, caminho velho em cada local que as pessoas passam, tem locais autenticados com carimbo, exemplo aqui onde que eu moro em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, você passa na Casa de Cultura, tem um carimbo  e pega o carimbo do local, isso faz autenticação no final, se você conclui todos os carimbos da Estrada Real, você tem uma certificação no final do caminho real, então isso é um trabalho que é feito pelo Instituto Esteada Real aqui em Minas Gerais, então tem que ter um trabalho de interesse das pessoas. Não é impossível. O guia, o passaporte, eu fiz um projeto, mas sempre toca nessas coisas de apoio. Então é possível futuramente as pessoas criarem esses roteiros como rotas com passaporte turístico missioneiro e fazer um caminho para a pessoa percorrer o próprio roteiro dela carimbando, porque dificilmente consegue cobrir todos esses 229 pontos em pouco tempo, mas algumas regiões podem ser feitas.

Na opinião dos autores, quais são os sítios, ruínas ou vestígios menos conhecidos que merecem maior reconhecimento e visitação por parte da população e dos turistas?

Para mim talvez os que merecem, não que os outros não merecem, mas que foi para mim mais desconhecido, tem certos pontos locais assim que talvez não são possíveis de ter uma visão real do que foi a época, porque não tem uso atual como era na época, como exemplo São Miguel das Missões tem missas regularmente dentro da igreja que chamam ruínas, mas não é ruínas, é uma igreja. E a catalogação do Iphan "Ruína" não permite ser reformado. Então, esse é um erro histórico, um erro conceitual que, na hora de registrar o complexo de São Miguel das Missões, não foi registrado como igreja de São Miguel das Missões, foi registrado como ruínas de São Miguel. E a partir do momento que está em ruínas, o você não consegue reformar, você não consegue trazer ele a vida religiosa, como uma igreja de 300 anos, que existe talvez aqui em Minas Gerais, que até hoje a história da fé é viva. As pessoas da igreja, que há 300 anos está de pé tem missa, tem o uso, a história é viva. Ela não se torna uma história de memórias do passado. Então, essa importância, eu acho que ao longo desses 100 anos futuros, deveria ter uma lei, um projeto de modificação do conceito, do registro desses locais do Sul, que fique bem especificado, que tem uma variação, que a partir do momento que foi registrado como ruína, já foi impedido de ser feito qualquer reforma. Então, ao mesmo tempo que locais em Minas Gerais são reformados, para não cair numa ruína, aí em São Miguel dos Missões ele já foi registrado como ruína, e não é uma ruína, foi transformado intencionalmente em ruína por maos humanas. Por isso por msos humanas e ajuda divina deveria ser restaurada como Notre Dame. É uma igreja, se ele está em ruína atualmente, é uma coisa, foi um processo histórico, intencional, de 400 anos, mas ele não é uma ruína, ele é uma igreja e deveria ser registrado como a igreja de São Miguel Arcanjo e não como ruína, para poder futuramente, através de pesquisas, de projetos, de dinheiro, que é possível. Possuímos o exemplo claro para que os opositores que dizem que não é possível, é possível, o exemplo claro que vimos com a Notre Dame, quando queimou Notre Dame, não foi registrado no Unesco, ruína de Notre Dame. Ela estava em ruína, porque queimou, mesmo caso de São Miguel, ela queimou e virou ruína. E foi totalmente em 4 três anos de quatro de trabalho, foi reconstruída. Então, você prova que é possível para os argumentistas falaciosos que dizem que não é possível. Não é possível por interesse humano.

De que forma o livro pode servir como ferramenta para educadores, pesquisadores, gestores do patrimônio cultural e para o desenvolvimento do turismo histórico e cultural?

O livro, o guia era para cumprir essa função para educadores, pesquisadores, gestores do patrimônio cultural e desenvolvimento do turismo histórico? Mas como não teve esse apoio esperado, ele ficou restringido, o que é lamentável.

Após a publicação desta obra, quais são as expectativas dos autores para a valorização, conservação e divulgação do patrimônio missioneiro nos próximos anos, especialmente no contexto das comemorações dos 400 anos?

Eu não crio expectativas, porque por três-quatro anos, todo o trabalho que foi feito, criar expectativa, nos faz ficar frustrados, esperando alguma coisa de alguém. Desejo e espero que para os próximos 100 anos, quando fizer 500 anos, 2.126, 500 anos das missões jesuíticas no Rio Grande do Sul, que até lá São Miguel das Missões esteja reconstruída, reformada, trazida de volta à Fé viva. Porque a partir do momento que a gente tem o exemplo de seguir, ir numa igreja, numa missa, igual eu fui uma vez em Ouro Preto na Igreja do Pilar, a diferença de conhecer a igreja durante a tarde, numa visitação, e quando eu fui numa noite, numa missa e ver todo aquele esplendor, todo ritual, toda liturgia, estar inserido numa hierarquia sagrada, numa missa, essa pra mim foi a maior importância de ver a história viva e não ver uma ruína. Ninguém quer ver ruína por mais cem anos, então o meu desejo, no nome da minha família, pro meu filho Miguel Escobar de Souza Ozga, é que talvez daqui a cinquenta-cem anos, pelo menos os nossos filhos, netos, vejam, São Miguel das Missões reformada, reconstruída e atuando na história viva no presente. Não tem comparação pagar de você ir numa igreja histórica de Minas Gerais, numa missa, e participar daquilo durante uma missa, que é diferente, é claro, do que ver uma ruína. Então, esse talvez é um dos propósitos que a gente espera através dos dons do Divino Espírito Santo, que toque no coração das pessoas, esses próximos cem anos, é trabalhar para nós ver São Miguel das Missões não como ruínas. Mudar essa nomenclatura: é a igreja São Miguel Arcanjo, a gente não quer ver mais ruínas, já deu tempo suficiente para ver ruínas, as pessoas não querem ver ruínas, as pessoas querem participar da história viva, igual você ir numa igreja que até hoje faz uma missa após 300 anos, é muito valioso espiritualmente pessoalmente do que ver uma ruína. Portanto, penso que para mim é um dos propósitos maiores de seguir, provar para os opositores, os sabotadores, como a gente fala, é que é possível, não é possível por questões humanas, mas é possível isso, e Notre Dame está aí para provar, quando você tem Fé, Propósito e Desejo nada é impossível para obras divinas.

Deixo o agradecimento ao Vaticano, a toda a comunidade que sempre apoiou. O agradecimento ao Maikel Morais, ao Daniel Campos, à minha família, à Patrícia de Souza Ozga, ao meu filho Miguel Escobar de Souza Ozga e às pouquíssimas quatro pessoas que apoiaram a finalização, a impressão desse guia, de 50 exemplares. E espero aí que as pessoas possam aproveitar, possam refletir sobre a importância do guia, do nosso trabalho, a importância do guia, da história, e não de quem fez o guia. Focar no guia na história, isso aí é mais importante. A gente só fez a nossa parte como missioneiro, que ser missioneiro é uma missão, e nossa missão é ser missioneiro. Uma das outorgas de Comendador das Missões pelo Priorado dos Confidentes foi por concluir esse projeto mesmo após vários imprevistos, várias contrariedades, várias oposições. Então, o título de Comendador das Missões não é um título apenas simbólico, é operativo e funcional por estar 3, 4 anos nessa empreitada. Tentando fazer esse dia se tornar realidade e agradecer a entidade do Preorado dos Inconfidentes, aqui em Ouro Preto, Minas Gerais, na pessoa do Comendador Gladstone Lopes. Também fazer um agradecimento a Lázarus Union que nessa caminhada nos fez fazer parte também, um agradecimento ao Gladstone Lopes, que é comandante do setor da região aqui do Lázarus Union, Conselheiro Lafayette, da qual fui convidado e, mais uma vez, para tentar contribuir voluntariamente, de uma forma digna, o que a gente pode fazer pelos outros. Agradecimento a Entidade Priorados e Inconfidentes na pessoa do Gladstone Lopes e também na pessoa do Gladstone Lopes como comandante membro do Lázarus Union que me fez também membro do Lázarus Union como "Corporate" nessa instituição. Muito obrigado e Deus abençoe todos vocês e esteja feita a vontade de Deus em nossas vidas por 500 anos de história viva das missões. Deus abençoe para maior glória divina. Ad Mayoren Dei glorie.

*Entrevista transcrita por Patrícia de Souza Ozga.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.