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Cardeal Vicente Bokalic e a viagem do Papa à Argentina

"Para nós, é uma imensa alegria, porque o nosso povo, o nosso humilde povo, ama o Papa. Sempre foi assim, e com todos." Com estas palavras, o cardeal Vicente Bokalic, arcebisp...

Cardeal Vicente Bokalic e a viagem do Papa à Argentina

"Para nós, é uma imensa alegria, porque o nosso povo, o nosso humilde povo, ama o Papa. Sempre foi assim, e com todos." Com estas palavras, o cardeal Vicente Bokalic, arcebispo de Santiago del Estero e primaz da Argentina, comentou o anúncio oficial — em 5 de agosto — da visita do Papa Leão XIV à Argentina, no âmbito da longa viagem apostólica pela América Latina. "O significado da mensagem que Leão XIV deixará para o nosso continente certamente irá se referir à dimensão social da fé", explica o pupurado, de origem eslovena e missionário vicentino, em entrevista à mídia do Vaticano.

"Assim como Francisco", o Papa Leão XIII "se empenha profundamente comprometido em garantir que a fé se manifeste nos fatos, esteja envolvida no desenvolvimento do nosso povo, no denunciar profeticamente as carências, as falhas, as injustiças, as tribulações e as violações dos direitos humanos, bem como a grave situação de pobreza que se alastra em muitos centros devido a uma política econômica que não promove a todos igualmente", enfatiza Bokalic.

"O Papa Leão XIV dará grande importância ao compromisso cristão com a ordem social e, nesse sentido, destacará toda a questão dos leigos, que são fundamentais para o exercício do seu compromisso de participar na vida social, econômica e comunicativa, e em tudo o que se relaciona com o alcance dos lugares mais difíceis, onde a própria vida está ameaçada e tantas pessoas estão atualmente excluídas de uma vida digna."

O que o Pontífice trará ao país sul-americano será, portanto, segundo o cardeal, "uma mensagem pastoral, porque é uma visita pastoral e apostólica", mas "acima de tudo, uma visita à Igreja como comunidade eclesial". "Leão - acrescenta o primaz da Argentina - reiterou-nos em diversas ocasiões, especialmente em Consistórios, a validade e a relevância da Evangelii Gaudium: a centralidade do querigma nas circunstâncias muito particulares do nosso tempo. O desafio do mundo moderno em que vivemos é retornar ao essencial, ao querigma, apresentá-lo como algo vivo que aponta o caminho para o ministério pastoral."

Desde o início deste pontificado, enfatiza ainda o purpurado, "a palavra 'paz' surgiu com força como um grito de humanidade e do coração humano, a necessidade de uma paz justa que respeite a dignidade da pessoa humana. Uma paz que nasce da fraternidade, da solidariedade, da justiça e que coloca os mais vulneráveis ​​e os mais pobres de nossas sociedades no centro. Em última análise, é isso que define o cuidado pastoral: colocar as pessoas no centro, especialmente as mais indefesas e as mais pobres."

"Certamente - observa Bokalic - o Papa insistirá muito nisso e nos deixará material para continuarmos a meditar e explorar o tema mesmo após sua visita; uma tarefa que cabe a todos, mas especialmente aos bispos. O que o Papa é, o que ele mostra, pode nos ajudar nessa jornada de integração às comunidades, focando nas realidades sociais, políticas e econômicas iluminadas pelo Evangelho, que é Jesus Cristo. Creio também que esses são elementos-chave na preparação para sua visita em novembro."

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