Cerca de dos cinco continentes participaram da abertura do XXVII Congresso Mundial de Médicos Católicos, em Brasília, nesta quinta-feira (30). Serão três dias de formação, espiritualidade e de troca de experiências sobre os desafios da medicina contemporânea
Mais de 370 médicos de 15 países estão em Brasília para participar do XXVII Congresso Mundial de Médicos Católicos (FIAMC World Congress). O encontro reúne representantes dos cinco continentes para discutir o impacto das revoluções industrial e digital na prática médica. Na quinta-feira (30), o arcebispo de Brasília, cardeal dom Paulo Cezar Costa, presidiu a missa de abertura do evento e convidou os participantes a exercerem sua vocação profissional baseados na fé.
“Que a palavra de Deus nos ajude a sermos homens e mulheres que percebem que a opção por Jesus Cristo, por um caminho de fé, liberta a vida, liberta a existência. Essa existência que, junto com o nosso olhar e a nossa fé, nos faz ver a vida, o amor de Deus e a perceber que o nosso papel é salvar vidas. Não é dominar a vida humana, é colaborar com o criador na dignidade humana, na promoção da vida. O nosso papel é sempre ser um instrumento nas mãos de Deus”, enfatizou o cardeal.
“Que o Espírito de Deus nos assista em meio às pequenas e grandes decisões. Que a fé seja esse grande sustentáculo no mundo que mina as liberdades. No mundo dominado por tantas ideologias, que a fé seja o porto seguro das nossas vidas e, principalmente de vocês, médicos católicos”, completou o arcebispo.
Durante a solenidade de abertura do evento, o presidente da Associação Brasileira de Médicos Católicos (ABMC), Franco Scariot, ressaltou que a humanidade está diante de um momento de mudanças e que a discussão do tema se faz necessária entre os médicos católicos.
“Estamos entrando em uma nova era. O que já sabemos é que será um tempo caracterizado pela desproporção entre o elevado poder humano e a sabedoria adequada para usá-la. É nesse momento que descobrimos como é bom ser católico, como é bom termos a certeza de que a nossa Igreja não vai sucumbir e que Cristo estará conosco todos os dias”, ressaltou o presidente da Associação.
A mensagem foi reforçada por John Lane, vice-presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas. “Os médicos católicos e os trabalhadores de saúde são convidados a ser testemunhas corajosos de uma medicina que serve a vida e a dignidade humana. Esta conferência oferece a oportunidade de ensinar o diálogo entre a fé e a ciência, a doutrina e a prática, a caridade e a justiça”, apontou.
Para a segunda vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Rosylane Rocha, o Congresso Mundial de Médicos é um momento especial para renovar as forças, além de estar tecnicamente mais preparados e espiritualmente fortalecidos. “Esse é o grande remédio para a desesperança, para a frustração, para o adoecimento, para o burnout e para o suicídio. Fortalecidos com o coração inflamado pelo nosso desejo de servir e de ser útil”, apontou.
Até sábado (1º), os médicos estarão reunidos em momentos de formação, espiritualidade e de troca de experiências. O Congresso traz como tema: “Médicos católicos entre as revoluções industrial e digital”. O tema foi inspirado pela escolha do nome do Santo Padre Leão XIV, que busca enfrentar os desafios da Revolução Digital, inspirado pelo predecessor Leão XIII, que guiou a Igreja durante a Revolução Industrial.
Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.