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Parolin: Papa vai à Espanha para relançar a comunhão e o encontro - Vatican News

O Papa Leão XIV chegou à Espanha para sua quarta viagem internacional. Madri, Barcelona, Montserrat e as Ilhas Canárias são as etapas desta nova missão apostólica. Em entrevista aos mei...

Parolin: Papa vai à Espanha para relançar a comunhão e o encontro - Vatican News

O Papa Leão XIV chegou à Espanha para sua quarta viagem internacional. Madri, Barcelona, Montserrat e as Ilhas Canárias são as etapas desta nova missão apostólica. Em entrevista aos meios de comunicação do Vaticano, o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, explica o significado desta visita.

O logotipo da viagem apostólica à Espanha — um círculo aberto em movimento, formado por figuras humanas unidas entre si e orientadas para o alto — já revela a intenção do Santo Padre. Como Pastor da Igreja Católica, ele deseja encontrar seus filhos, mas também todos os homens e mulheres de boa vontade. Com todos, quer sustentar, promover e construir cada vez mais a comunhão e o encontro. Tudo isso acontece em um duplo movimento: tanto dentro da Igreja quanto na sociedade. Não se trata apenas de estar juntos, mas de caminhar juntos rumo a uma meta comum. É importante destacar também aquilo que a Igreja deseja comunicar à humanidade inteira: o convite a acolher as respostas que Jesus Cristo oferece às profundas perguntas que o ser humano faz sobre o sentido da vida, da morte e do sofrimento. Cristo nos oferece alcançar aquela plenitude de humanidade que nós, cristãos, chamamos de vida eterna. Essa certeza torna-se também fonte da esperança e da alegria com as quais o Santo Padre deseja servir a humanidade e encorajar os cristãos.

Os legisladores devem ter sempre como referência fundamental a dignidade da pessoa humana e o bem comum, tanto na elaboração das leis quanto na definição do modelo de sociedade que desejam construir. A região do Mediterrâneo, com sua tradição milenar de cultura, arte e valores, continua sendo também um ponto de referência para o cristianismo. No diálogo com a Europa mediterrânea, a Santa Sé defende uma abordagem compassiva e coordenada para a crise migratória, sublinhando a dignidade intrínseca de todos os migrantes. Sua posição baseia-se em quatro princípios fundamentais: acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e refugiados. Quanto à questão demográfica, a margem norte do Mediterrâneo, diferentemente da margem sul, sofre uma drástica queda da natalidade. Para enfrentar essa crise, é essencial colocar no centro a dignidade de todas as pessoas e o papel da família na sociedade.

Para responder a essa pergunta, gostaria de recordar o que o Santo Padre disse aos inúmeros jovens reunidos para a Vigília do Jubileu, em Tor Vergata, no dia 2 de agosto do ano passado. Ele os convidou a serem apaixonados na busca da verdade, corajosos em deixar-se encontrar por Cristo e generosos em viver concretamente o Evangelho. O mundo em que vivemos os impulsiona a fazer muitas coisas, às vezes de forma hiperativa e dispersa, ao mesmo tempo em que os tenta a confiar cada vez mais o pensar, avaliar e decidir — segundo um estereótipo cientificista já ultrapassado — a instrumentos artificiais e, por vezes, facilmente manipuláveis. Os jovens podem reagir escolhendo e difundindo uma forma diferente e mais livre de viver. Dando espaço ao silêncio, à reflexão, à meditação e à oração, podem utilizar com entusiasmo, sabedoria e caridade ordenada os numerosos instrumentos de que dispõem e que conhecem muito bem, colocando-os a serviço do bem de cada pessoa e da pessoa em sua integralidade. Os jovens são capazes disso; mais ainda, possuem uma inclinação natural para isso. É importante ajudá-los, por meio da fé, a aprofundar e viver essas realidades, tornando-se profetas contagiosos da paz, da justiça e do amor autêntico para o futuro deles e também para o nosso.

Certamente. Ao abençoar a torre de Jesus Cristo, o Santo Padre marcará uma etapa importante na construção da Basílica da Sagrada Família. Esse elemento arquitetônico mostra que a Igreja é um canteiro de pedras vivas, em constante crescimento ao longo da história. A altura da torre convida todos a elevarem os olhos para Deus, que, no sinal da cruz, revela seu amor pela humanidade. Como farol de redenção e esperança, essa estrutura constitui também uma obra de evangelização. Sua beleza reflete a centralidade de Cristo na vida da Igreja. A nova torre concretiza o projeto de Gaudí, seu arquiteto, profundamente inspirado pela fé. Ele compreendeu a arte como uma forma de anúncio do Evangelho e uma linguagem privilegiada da missão cristã. A Espanha encontra nesta obra não apenas um magnífico monumento que enriquece seu patrimônio cultural, mas também um testemunho da fé que uniu a nação durante séculos.

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