André Botelho - Pascom - Assessoria de Imprensa, Arq. São José do Rio Preto
A Celebração Eucarística de corpo presente, presidida pelo Pe. André Murilo Alves, foi acompanhada pelos pais do missionário, Osni e Cleusa. “Em Deus não há tempo. Nós conhecemos o tempo porque está na nossa humanidade. O que nos consola nessa manhã é que Cristo venceu a morte. Também um dia estaremos com o padre Robson. No lugar da tristeza, possa ser essa a nossa esperança. Podemos sentir a falta desse nosso irmão, mas não cair em desespero”, partilhou o padre André.
Em comunhão, acompanhando a despedida, os fiéis da Paróquia onde atuava o padre Robson, na Ucrânia. Padre Lucas Perozzi, que acompanhou o translado do corpo até o Brasil, fez a tradução simultânea da Missa.
Ainda na diocese de Jales, dom Reginaldo Andrietta presidiu os últimos ritos de encomendação. O sepultamento ocorreu na cidade de Urânia.
Membro do Caminho Neocatecumenal, padre Robson iniciou sua caminhada vocacional no interior paulista. Após encaminhar seus estudos em Brasília, o presbítero foi enviado à Ucrânia. Quando do início da guerra, o padre escolheu continuar com o povo confiado aos seus cuidados. Chamado a voltar para casa (sua pátria de origem), padre Robson dizia que “já estava em casa” (mesmo em meio aos conflitos verificados naquele país).
O bispo ucraniano dom Eduard Kava, bispo de Kamianets-Podilskyi enviu uma carta:
“Agradeço-vos pelo vosso filho. Em apenas seis anos de Ministério Sacerdotal conseguiu cativar muitos corações. Ele amou a Ucrânia e o nosso povo.
Ainda que tivesse a oportunidade de partir como estrangeiro, não teve medo de continuar e servir.
Ele passou por muitas dificuldades e sofrimentos, mas não reclamava.
Desejo destacar um traço particular do Pe. Robson: a firme fé no Cristo Ressuscitado”
Pe. Lucas Perozzi (que fez o translado do corpo ao Brasil)
“Era inesperado (a morte após a cirurgia). Eu, por ser brasileiro, ajudei com todas as burocracias. O conhecia desde os tempos de seminário. O padre que o acompanhou disse que ele comungou, rezaram as vésperas. Depois da comunhão, rezaram o Terço. Ele conversou com seu pai Osni (por vídeo) e morreu.
Esse acidente que ele teve no joelho também foi uma obra de Deus. Ele não reclamou nenhuma vez. O Pe. Robson entrou no hospital contente.
Uma graça que o Senhor lhe deu foi a viagem (ao Brasil). Não era um tempo de férias. Foi uma despedida.
Apesar de toda essa dor, me alegra ver que a família pode viver tudo isso na fé, apoiada em Cristo. Coragem. Que nos confortemos uns aos outros com essa palavra: Cristo está ressuscitado”.
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