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Os 100 anos da presença salesiana em Castel Gandolfo

Na Solenidade da Assunção da Bem Aventurada Virgem Maria, o Papa Leão XIV presidiu a Santa Missa na Paróquia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo. Além do bispo de Albano, dom...

Os 100 anos da presença salesiana em Castel Gandolfo

Na Solenidade da Assunção da Bem Aventurada Virgem Maria, o Papa Leão XIV presidiu a Santa Missa na Paróquia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo. Além do bispo de Albano, dom Vincenzo Viva, e do arcebispo Petar Rajič, prefeito da Casa Pontifícia, concelebraram o pároco, Pe. Tadeusz Rozmus, polonês, o reitor-mor dos Salesianos, Pe. Fabio Attard, e o procurador geral dos Salesianos, Pe. Pierfausto Frisoli. Sucessivamente eles foram saudados pelo Pontífice ao final do Angelus, diante do Palácio Apostólico.

Tal distinção e reconhecimento não era sem motivo. De fato, a Paróquia Pontifícia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo, celebra em 2026 um século marcado pela presença, pelo serviço pastoral e pela educação dos Salesianos.

A história começou em 1926, quando os filhos de Dom Bosco chegaram à cidade para organizar o Oratório e desenvolver atividades voltadas sobretudo para a formação dos jovens. Em 1929, por decisão do Papa Pio XI, a responsabilidade pastoral da paróquia, até então confiada aos Agostinianos, passou oficialmente aos Salesianos, em um contexto ligado às mudanças decorrentes dos Pactos Lateranenses.

A igreja de São Tomás de Villanova ocupa um lugar singular na história de Castel Gandolfo. Construída no século XVII por iniciativa do Papa Alexandre VII e projetada por Gian Lorenzo Bernini, foi concebida como capela ligada ao Palácio Papal e às Vilas Pontifícias. A chegada dos Salesianos acrescentou a esse patrimônio histórico e artístico uma forte dimensão educativa e pastoral, inspirada no carisma de Dom Bosco: aproximar os jovens, criar espaços de convivência e oferecer formação cristã por meio da presença cotidiana. O primeiro salesiano a assumir oficialmente a paróquia foi o padre Crispino Guerra, em julho de 1929.

Ao longo das décadas, a presença salesiana acompanhou também momentos importantes da vida de Castel Gandolfo e da história pontifícia. O Oratório tornou-se um dos centros da ação educativa da comunidade, enquanto a igreja paroquial se tornou cenário de celebrações de grande significado. A partir de 1959, com São João XXIII, teve início a tradição de o Papa celebrar a Eucaristia na Igreja de São Tomás de Villanova na Solenidade da Assunção, reunindo a população local e visitantes. Essa tradição atravessou vários pontificados e contribuiu para reforçar o vínculo entre a paróquia, a cidade e a presença papal em Castel Gandolfo.

Celebrar os cem anos é, portanto, mais do que recordar uma data: é reconhecer uma história feita de pessoas, gerações, oração, educação e serviço. A experiência salesiana em Castel Gandolfo nasceu com o desejo de acompanhar os jovens e permanece desafiada a encontrar novas formas de presença diante das transformações sociais e pastorais da cidade. O centenário dos Salesianos no oratório e a longa caminhada de serviço na Paróquia Pontifícia convidam a comunidade a olhar para o futuro com o mesmo espírito de Dom Bosco: uma Igreja próxima, acolhedora e capaz de formar novas gerações na fé, na fraternidade e no compromisso com o bem comum.

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