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Oriente Médio: novos ataques israelenses do Líbano à Síria

As colinas de Ali al-Taher, Nabatieh, Zawtar Leste, Mayfadoun, Mansouri, Serbine e Bani Hayyan: essas são as localidades no sul do Líbano atingidas esta quinta-feira pelos ataques israe...

Oriente Médio: novos ataques israelenses do Líbano à Síria

As colinas de Ali al-Taher, Nabatieh, Zawtar Leste, Mayfadoun, Mansouri, Serbine e Bani Hayyan: essas são as localidades no sul do Líbano atingidas esta quinta-feira pelos ataques israelenses. Pela manhã, duas ondas de ataques atingiram a área de Ali al-Taher, na periferia leste de Nabatieh, onde vários mísseis provocaram fortes explosões e levantaram densas colunas de fumaça. Durante a noite de quarta para quinta-feira, também foram bombardeadas as áreas entre Zawtar Leste e Mayfadoun. Quarta-feira, por sua vez, o exército israelense atacou Mansouri, no distrito de Tiro, Serbine, no distrito de Bint Jbeil, e Bani Hayyan, no distrito de Marjeyoun, onde foram destruídas residências e infraestruturas.

Assim continua a ofensiva israelense no sul do Líbano. As Forças de Defesa de Israel afirmam ter desmantelado, nas últimas semanas, mais de 400 locais de “infraestrutura terrorista”. Enquanto isso, o Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial exigiu a cessação imediata dos ataques contra civis e bens civis, denunciando um balanço de mais de 4.300 mortos e 12.200 feridos desde a intensificação das operações militares israelenses em março passado. Os especialistas também expressaram preocupação com os foguetes lançados pelo Hezbollah contra áreas populosas em Israel. No plano diplomático, o presidente libanês, Joseph Aoun, reiterou esta quinta-feira que, para o país, “não há outra opção” a não ser a negociação com Israel.

Enquanto isso, do Líbano para a Síria, continua o retorno dos refugiados sírios ao seu país. Na manhã desta quinta-feira, cerca de 120 pessoas partiram de Beirute com destino à fronteira. Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, desde o início dos programas de repatriamento assistido, quase 84 mil sírios voltaram do Líbano. Um movimento que acompanha a nova fase política do país, onde acaba de ser anunciada a dissolução das Forças Democráticas Sírias, a coalizão liderada pelos curdos, e sua integração ao aparato estatal. No entanto, também aí permanece aberta a frente de conflito com Israel: esta quinta-feira, soldados israelenses invadiram uma residência na aldeia de Taranja, ao norte de Quneitra, no lado sírio das Colinas do Golã, antes de se retirarem da área.

A situação continua tensa também na Faixa de Gaza, onde o Ministério da Saúde informou que outras cinco pessoas foram mortas desta quarta para quinta-feira em ataques israelenses. Outras duas pessoas morreram devido a ferimentos sofridos anteriormente. De acordo com as autoridades sanitárias locais, o número de vítimas desde outubro de 2023 chega a 73.438. Na ONU, o vice-coordenador especial para o processo de paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, chamou a atenção para a persistente emergência humanitária: cerca de dois terços da Faixa permanecem inacessíveis ou sujeitos a fortes restrições e, com o fim do verão, milhares de pessoas continuam vivendo em tendas. A ONU pede um aumento na ajuda humanitária, no fornecimento de combustível e nos materiais necessários para abrigos e para a restauração dos serviços essenciais. E, ainda segundo a ONU, pela primeira vez o Hamas e as facções armadas teriam concordado em entregar suas armas e transferir a autoridade governamental, civil e de segurança total para uma administração transitória reconhecida pelas Nações Unidas.

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