As negociações de três dias em Roma entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, terminam sem resultados concretos. Os israelenses se recusam a retirar imediatamente suas tropas, mas o verdadeiro nó a ser desatado é quais países farão parte do comitê encarregado de verificar a real desminagem do sul do País dos Cedros, onde a ONU denuncia uma forte escalada noturna de bombardeios israelenses sobre Hadatha e ordens de deslocamento forçado de Mansouri.
No que diz respeito ao Irã, o presidente estadunidense Trump declarou que a guerra poderia terminar “bastante em breve”, e que poderia haver em breve “um anúncio sobre a reabertura do Estreito de Ormuz”. Trump também voltou a abordar o tema da suposta escassez de munições que os EUA estariam enfrentando, conforme denunciado pela imprensa norte-americana: “Precisamos cada vez mais delas”, admitiu, “temos alguns tipos de munições muito potentes das quais dispomos em quantidades praticamente ilimitadas”.
Enquanto isso, porém, os rebeldes houthis do Iêmen voltaram a atacar: em um duplo ataque a um acampamento militar em Marib e a outro na província de Hadramout, perto da fronteira com a Arábia Saudita, 58 pessoas foram mortas — trata-se do maior número de vítimas desde o cessar-fogo assinado em 2022. O exército iemenita prometeu uma resposta adequada. Além disso, outro ataque houthi causou 11 feridos na Arábia Saudita; esta sexta-feira, o país assina com o Paquistão e a Turquia, em Jeddah, um acordo de defesa mútua: uma ideia que já vinha sendo discutida há algum tempo, mas os recentes acontecimentos na região aceleraram o processo.
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