Antes de se consolidar como empresário no ramo do ensino de idiomas, Léo Reis iniciou sua caminhada na educação diretamente na sala de aula. Com uma sólida formação acadêmica — graduação em Letras no Brasil, mestrado em Linguística na Inglaterra e três especializações no ensino da língua inglesa pela Columbia University —, sua atuação no setor sempre esteve vinculada ao compromisso social. Para o educador, recebido nos estúdios da Rádio Vaticano – Vatican News, a educação representa uma das formas mais nobres de servir ao próximo, sendo a língua inglesa a principal ferramenta utilizada para expandir horizontes e transformar realidades.
Ao longo de sua carreira, Reis lecionou em cursinhos e instituições de ensino em Nova York, lecionando para alunos das mais diversas nacionalidades. Contudo, suas experiências mais marcantes envolvem a democratização do acesso ao idioma. Entre suas ações de impacto social, destacam-se a doação de cursos em comunidades como Rocinha, Vidigal e Cidade de Deus, além da capacitação oferecida a membros da Polícia Federal e de forças policiais especiais no Brasil.
A observação das metodologias tradicionais de ensino e de suas limitações levou Léo Reis a fundar a American English Academy (Academia de Inglês Americano). A instituição foi criada com a proposta de aprimorar as técnicas de aprendizado para estudantes globais, focando nas especificidades do ensino de inglês para falantes de diferentes línguas maternas.
Com o crescimento de sua metodologia, sua carteira de alunos passou a incluir personalidades do esporte e do entretenimento, entre os quais Cafu, Neymar e artistas do meio sertanejo e profissionais de diversas áreas corporativas.
Sobre o processo de aquisição de um segundo idioma, o educador-empresário defende que a principal barreira dos estudantes reside no foco excessivo na gramática e na fala em estágios iniciais, em detrimento do treino auditivo.
"Quem ouve, fala. A maior dica que dou é focar no listening. Se você mora em um país onde não se fala inglês, o segredo é aumentar a exposição ao áudio real. Assista a séries tirando a legenda em português e a legenda em inglês, focando exclusivamente em ouvir para ativar a audição”.
Para quem estuda em países onde o inglês não é a língua nativa, a orientação principal de Reis é criar um ambiente imersivo de escuta ativa:
1. Escolha um conteúdo de interesse: Assista a episódios de séries curtas (de cerca de 50 minutos).
2. Elimine as muletas: Retire as legendas em português e, crucialmente, as legendas em inglês.
3. Ative a audição: Ao ler legendas, os olhos trabalham e os ouvidos descansam. Ao remover o texto, o cérebro é forçado a focar 100% no som (listening).
Reis enfatiza que a busca desenfreada por uma pronúncia idêntica à de um nativo costuma travar o estudante. Ele lembra que o próprio inglês possui variações regionais marcantes — como o sotaque texano ou o californiano. Ter sotaque é algo natural e cultural; o objetivo primordial do aluno deve ser a clareza na comunicação, e não a perfeição fonética.
Com o avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA), o setor educacional passa por profundas transformações. Para Léo Reis, a IA é uma aliada valiosa que veio para otimizar processos e facilitar o trabalho diário, mas que exige preparo crítico de quem a utiliza.
O educador destaca que o sucesso no uso da IA depende da capacidade do usuário em construir um bom prompt (a instrução dada à ferramenta). Perguntas genéricas geram respostas superficiais. É preciso saber direcionar a tecnologia, refinar o diálogo com a máquina e ter capacidade analítica para interpretar e adaptar o conteúdo gerado.
Por fim, Reis reforça que, por mais avançada que seja a tecnologia, a Inteligência Artificial funciona como uma ferramenta de suporte — incapaz de substituir a sensibilidade, o discernimento e as capacidades intrinsecamente humanas no processo de ensino e aprendizagem.
Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.