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Oriente Médio: expectativa pela assinatura do acordo entre EUA e Irã em Genebra

A cerimônia oficial está marcada para sexta-feira, 19 de junho, em Genebra, na Suíça, e contará com a participação do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e do chefe de negociações iran...

Oriente Médio: expectativa pela assinatura do acordo entre EUA e Irã em Genebra

A cerimônia oficial está marcada para sexta-feira, 19 de junho, em Genebra, na Suíça, e contará com a participação do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e do chefe de negociações iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf: a assinatura do acordo de trégua entre os Estados Unidos e o Irã mantém o mundo em suspense, após meses de anúncios e desmentidas e o intenso fogo cruzado entre as partes no Golfo.

Os detalhes do acordo, segundo o próprio vice-presidente dos EUA, poderiam ser divulgados por Trump antes de sexta-feira, mas o presidente norte-americano já se aventura a revelar uma das cláusulas cruciais do documento: “O Irã concordou em nunca se dotar de armas nucleares”. No entanto, ele desmente como notícia falsa o boato que circulou sobre um pagamento multibilionário dos EUA a Teerã. E sobre os detalhes do acordo, Vance esclarece: “Há aspectos técnicos a serem definidos, sobretudo quanto à implementação do acordo”. Quem divulgou um dos capítulos centrais do acordo foi o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, informando ao presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, da presença da cláusula sobre a cessação das hostilidades contra o Líbano contida no memorando de entendimento, um ponto que “deve ser implementado e aplicado literalmente desde o primeiro dia e durante todo o período de negociação de 60 dias — destacou Araghchi — e que garantir seu cumprimento é responsabilidade dos Estados Unidos da América e dos fiadores do memorando de entendimento”.

Enquanto isso, teria começado o levantamento do bloqueio estadunidense aos portos iranianos no estratégico estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pela Press TV, segundo a qual “três petroleiros e dois navios carregados com bens essenciais para o Irã ultrapassaram o bloqueio naval”.

Embora o Ministério da Saúde de Beirute indique uma diminuição na intensidade dos ataques israelenses no sul do Líbano após os acordos alcançados entre os Estados Unidos e o Irã, o órgão informou que novos ataques mataram pelo menos 15 pessoas, incluindo duas mulheres, e feriram outras 82 de segunda para esta terça-feira. De acordo com os últimos balanços desde o reinício do conflito em 2 de março, “o número total de civis mortos chegou a 3.798, com 11.781 feridos”. Enquanto isso, milhares de refugiados partiram de Beirute em direção às áreas do sul anteriormente abandonadas, mas o comando do exército libanês alertou a população para que se abstivesse de retornar ao sul até que os escombros fossem removidos e as estradas desminadas.

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