O encontro de reflexão sobre a memória de Dom Manuel Vieira Pinto, marcado para o próximo dia 25 de julho, na Biblioteca que leva o nome do antigo Arcebispo de Nampula, pretende reunir fiéis, investigadores e cidadãos para encontrar formas concretas de preservar o seu legado.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o Padre José Luzia afirmou que a iniciativa nasce da preocupação de evitar que a riqueza intelectual, pastoral, social e política de Dom Manuel Vieira Pinto seja esquecida.
Segundo o missionário, que acompanhou de perto o antigo Arcebispo durante quase toda a sua missão em Nampula, esquecer o seu pensamento representa um prejuízo para a Igreja e para o próprio país.
José Luzia recordou que muitas das ideias defendidas por Dom Manuel Vieira Pinto há mais de cinco décadas, como a construção de uma Igreja sinodal, participativa e corresponsável, foram posteriormente assumidas pelo Papa Francisco como prioridade para toda a Igreja Católica.
O sacerdote lamentou ainda que o centenário do nascimento de Dom Manuel Vieira Pinto, celebrado em 2023, não tenha merecido iniciativas de grande relevo em Nampula, considerando este facto um sinal do progressivo esquecimento da sua figura.
Entre os desafios apontados está também a criação da Fundação Dom Manuel Vieira Pinto, um projeto ainda por concretizar devido a entraves administrativos. Apesar disso, José Luzia garante que continuará a mobilizar pessoas e instituições para salvaguardar o património documental e espiritual do antigo Arcebispo.
Dirigindo-se aos jovens, o missionário apelou para que conheçam os escritos de Dom Manuel Vieira Pinto, defendendo que neles se encontram importantes lições sobre a história da Igreja em Moçambique, a participação dos leigos e o compromisso com o bem comum.
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