Tiziana Campisi e Andressa Collet - Vatican News
A paz começa em cada indivíduo e é uma aspiração que deve ser cultivada para que se torne universal. Leão XIV, ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, 19 de agosto, exorta a todos, na saudação em italiano, “a desenvolver sempre em si mesmo uma autêntica consciência de paz”. Evocando, sem citá-lo diretamente, o conceito de paz apresentado por Santo Agostinho em A Cidade de Deus, o Papa pede que se trabalhe concretamente para que haja uma convivência harmoniosa entre os homens.
“A paz do Estado é a concórdia ordenada entre o comando e a obediência dos cidadãos”, escreve o bispo de Hipona, especificando que “a paz do universo é a tranquilidade da ordem. A ordem é a disposição das coisas iguais e desiguais que atribui a cada um o seu devido lugar”. O convite do Pontífice, uma síntese do pensamento agostiniano, é um incentivo a cada pessoa para que amadureça e mantenha em seu coração sentimentos de paz, para que a harmonia interior se transforme em concórdia com os outros e na busca do bem comum.
"Tenham a sincera consciência de que a paz é um bem precioso e grandioso e que é necessário um empenho firme e constante para realizá-la, seguindo com honestidade e verdade os caminhos que a constroem e a confirmam na sociedade."
Aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa Leão XIV retoma a catequese sobre a música sacra que “não é uma mera decoração, mas exprime a dimensão afetiva da oração, como afirma Santo Agostinho: «cantar é próprio de quem ama»”. E ainda inspirado pela experiência e ensinamentos do Bispo de Hipona, o Pontífice afirma:
“Saúdo cordialmente os fiéis de língua portuguesa. Santo Agostinho escreveu: «quem canta o louvor, não somente canta, mas ama Aquele a quem dirige o seu canto». Façamos do canto litúrgico uma expressão do nosso amor a Deus. Abençoo-os de coração!”
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