O Papa Leão XIV “une-se espiritualmente” à comunidade diocesana de Montepulciano-Chiusi-Pienza e ao seu bispo, o cardeal Augusto Paolo Lojudice, por ocasião do 80º aniversário da inauguração da restaurada Cruz monumental do Monte Amiata, localizada no território de Abbadia San Salvatore, na Toscana, “devolvida à sua beleza original após as feridas do segundo conflito mundial”. É o que se lê em um telegrama enviado ao cardeal pelo Pontífice, assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, por ocasião das celebrações que serão realizadas amanhã, 26 de agosto.
O Papa, lê-se na mensagem, “espera que a significativa celebração suscite uma renovada consciência de que esse símbolo de redenção é um convite constante a olhar para o alto, caminhando juntos pelos caminhos do bem, da solidariedade e da paz”. A jornada de comemoração, música e participação contará com um momento sugestivo ao entardecer, quando o monumento voltará a se iluminar, 80 anos depois da noite de 24 de agosto de 1946, quando o Papa Pio XII, por meio de uma ligação de rádio, acendeu as luzes instaladas na Cruz recém-reconstruída.
O telegrama conclui justamente com uma referência a esse gesto, expressando o desejo de que “a luz da Cruz que brilha no cume resplandeça também nos corações de todos aqueles que a admiram”.
O monumento, com 22 metros de altura, foi construído no início do século passado por desejo do Papa Leão XIII e inaugurado em 18 de setembro de 1910. O ferro necessário para a construção foi transportado pelos próprios habitantes de Abbadia San Salvatore, por trilhas difíceis e íngremes, desde os cerca de 830 metros de altitude da localidade até os 1.738 metros do cume.
Depois que a Cruz foi derrubada em 17 de junho de 1944 pelo exército alemão durante a retirada, os trabalhos de reconstrução começaram pouco tempo depois. A obra durou alguns meses e foi novamente concluída graças à ajuda dos moradores. Em 24 de agosto de 1946, o Papa Pio XII acendeu suas luzes por meio de uma ligação de rádio, pronunciando palavras de paz e concórdia:
“Cessem, ó divino Salvador, os ódios e os egoísmos dos povos que tanto já atormentaram este século de calamidades e lutos e, unidos os ânimos no trabalho e no amor, finalmente sorria, no culto da Tua justiça e nas obras da civilização cristã, a Tua fecunda e estável paz.”
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