Há quem conviveu de perto com a guerra e que hoje, em Taranto, para os Jogos do Mediterrâneo — junto com 4.000 atletas de 26 países — se perguntam como alguém poderia sequer pensar em atirar ou bombardear. Há quem percorreu — ou ainda está percorrendo — caminhos de renascimento com resiliência. Há quem planeja o futuro, moldando-o por meio de um diálogo amigável com pessoas de diversas culturas. Aqui estão os perfis dos 4.000 atletas que, representando 26 Comitês Olímpicos, compartilham a experiência — não apenas esportiva — dos Jogos do Mediterrâneo.
Na entrada da Aldeia que os reúne, há murais onde é possível escrever à mão uma mensagem: “paz”, “unidade” e “amizade” — escritas em diferentes idiomas — são as palavras mais recorrentes compartilhadas pelos atletas de todas as origens. E são os atletas da Síria, do Líbano e do Kosovo (estes últimos particularmente entusiasmados, pois em 2030 organizarão a próxima edição dos Jogos) os mais ativos em transmitir sentimentos “esportivos” de esperança, renascimento e resiliência. Ao lado deles, está o entusiasmo dos atletas italianos, espanhóis, franceses, portugueses, croatas, eslovenos e de todos os outros países participantes.
O símbolo desse testemunho é a Cruz dos Esportistas, que, desde sexta-feira, 21 de agosto, está na catedral de Taranto. Ela serve de referência para todos desde os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres 2012, com um impulso especial para Paris 2024 e Milão-Cortina 2026. Com as quinze peças de madeira cuidadosamente selecionadas e provenientes de diversas regiões do mundo: a Terra Santa, em primeiro lugar, e depois a África, a Ásia, a Oceania, a América e a Europa.
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