O ponto crucial continua sendo o Estreito de Ormuz, onde, segundo os EUA, o tráfego marítimo estaria ocorrendo mais ou menos regularmente, enquanto, segundo os Pasdaran — que anunciaram ter bloqueado mais dois navios —, ele estaria fechado. Enquanto isso, os rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram a intenção de estender o bloqueio marítimo no Mar Vermelho contra a Arábia Saudita, aliada histórica de Washington. Segundo rumores, porém, os mediadores estariam trabalhando para um novo cessar-fogo, após o fracasso do acordo de junho.
Apesar das tentativas de retomar as negociações para o que poderia ser uma trégua de 10 dias, com o objetivo de promover a redução da tensão e chegar a um acordo sobre o Estreito de Ormuz, a noite entre segunda e terça-feira foi mais uma noite de ataques recíprocos. Teerã atacou infraestruturas militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, neutralizando, em particular, sistemas de radar estadunidenses para tornar seus mísseis mais eficazes; por outro lado, durante a noite, os EUA anunciaram ter concluído uma nova onda de ataques em território iraniano, com o objetivo de reduzir a capacidade militar de Teerã. Além disso, o presidente Trump voltou a ameaçar o inimigo, declarando que a morte de cada soldado estadunidense será paga muitas vezes por Teerã.
Enquanto isso, no Líbano, onde está em curso o conflito entre Israel e o Hezbollah, milícia xiita aliada do Irã, teve início a mobilização das tropas do exército de Beirute em algumas áreas do sul, após a retirada das forças de defesa israelenses. Essa medida fazia parte dos acordos firmados também com os Estados Unidos, onde se encontra nestes dias o presidente libanês Aoun, que, após o encontro de segunda-feira com o secretário de Estado norte-americano Rubio, tem esta terça-feira o encontro com seu homólogo, Donald Trump.
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