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De refugiados a convidados do Papa, os 13 hóspedes do Centro Astalli que almoçam com Leão XIV

Por trás dos jovens, histórias de violência e de perseguição. Deixaram suas terras e desafiaram o desconhecido para construir um futuro em outro país. Uma proeza na qual não se tem suce...

De refugiados a convidados do Papa, os 13 hóspedes do Centro Astalli que almoçam com Leão XIV

Por trás dos jovens, histórias de violência e de perseguição. Deixaram suas terras e desafiaram o desconhecido para construir um futuro em outro país. Uma proeza na qual não se tem sucesso sozinho, sem segurar aquela mão estendida que oferece ajuda no momento certo. Dos cerca de duzentos convidados que neste sábado, 11 de julho, visitarão as Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo e almoçarão com o Papa, treze são assistidos pelo Centro Astalli, o Serviço dos Jesuítas para Refugiados na Itália. “Alguns deles — explica a responsável pela comunicação, Francesca Cuomo — fazem parte de um dos nossos projetos, especificamente o projeto das chamadas Comunidades de Acolhimento. São estruturas que foram disponibilizadas por congregações religiosas para os refugiados, após o apelo feito pelo Papa Francisco em setembro de 2013, quando ele visitou o Centro Astalli”.

São, portanto, pessoas que têm visto de permanência como refugiados; algumas têm direito a asilo, outras à proteção subsidiária. “Especificamente — acrescenta Francesca Cuomo — trata-se de três núcleos familiares e duas jovens vindas da América Latina, uma de El Salvador e a outra do Peru. Elas foram acolhidas em um dos nossos Centros de Acolhimento para Mulheres e aceitaram iniciar conosco um percurso cultural; são testemunhas de um dos nossos projetos para as escolas, o projeto ‘Janelas e Histórias de Refugiados’. De fato, elas visitam escolas de ensino médio de Roma, mas também de toda a Itália, para relatar a experiência de perseguição e violência que sofreram em seus países de origem. Contam aos estudantes, a partir dos 13 anos, o motivo pelo qual tiveram que fugir de seus países, sua trajetória de imigração e o processo de inclusão aqui na Itália”.

As estruturas do SAI (Sistema de Acolhimento e Integração) geridas pelo Centro Astalli estão distribuídas por várias zonas de Roma. “Elas têm capacidade para acolher um número reduzido de pessoas — destaca a responsável — e estão espalhadas pelo território da cidade. Por exemplo, um dos centros de acolhimento para famílias monoparentais, ou seja, para mulheres com filhos, fica em pleno centro histórico, ao lado da nossa sede na Via dos Astalli. Há, naturalmente, outros centros: um para homens, localizado no bairro San Saba; e um centro para famílias e menores estrangeiros não acompanhados, situado na Via Salaria”.

O objetivo da permanência deles é a integração, não apenas habitacional, mas também profissional. “Obviamente as famílias e os jovens trabalham. Alguns deles ainda estão em um processo de suporte habitacional, enquanto outros já são autônomos, tanto do ponto de vista profissional quanto residencial. O objetivo dos nossos serviços é sempre acompanhar as pessoas rumo à inclusão, portanto, desde o primeiro dia de sua chegada”.

Sentir-se incluído é um estado de espírito e uma condição existencial que passa por muitos fatores: aprender a língua do país acolhedor, estar inserido nos estudos, no trabalho, e ter um lugar para poder chamar de “casa”. “Os processos de inclusão dessas pessoas — acrescenta a responsável pela comunicação — podem ser mais ou menos longos, às vezes acidentados, e o acompanhamento pode exigir um tempo um pouco maior para alguns, mas o objetivo de todos é poder recomeçar uma vida com autonomia em outro país”.

O convite para participar do evento em Castel Gandolfo — uma ideia nascida da colaboração entre o Centro de Alta Formação Laudato si’, o Dicastério para o Serviço da Caridade e a Diocese de Roma — veio da Esmolaria Apostólica, que já em outras ocasiões no passado envolveu as pessoas assistidas pelo Centro Astalli em outras iniciativas, por exemplo, reservando para elas um lugar no Concerto de Natal no Vaticano. Não é todo dia que se pode visitar as Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, ter acesso ao Borgo Laudato si’ ou almoçar com o Papa. É compreensível, portanto, que o entusiasmo dos convidados seja palpável. “Nossos beneficiários aceitaram o convite com grande alegria. Por vários motivos — conclui Francesca Cuomo — para eles não há muitas oportunidades de encontro como esta. A iniciativa permitirá que se sintam acolhidos como refugiados e protagonistas no centro de um ambiente como o do Borgo Laudato si’, criado especificamente para valorizar a fraternidade, a partilha e a dignidade de cada pessoa”.

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