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A Igreja na Ásia é chamada a ser "construtora de pontes"

A assembleia realiza-se de 20 a 26 de julho sobre o tema "O chamado à conversão sinodal e a missão de ser pontes e construtores de pontes na Ásia". Reúne representantes das 22...

A Igreja na Ásia é chamada a ser "construtora de pontes"

A assembleia realiza-se de 20 a 26 de julho sobre o tema "O chamado à conversão sinodal e a missão de ser pontes e construtores de pontes na Ásia". Reúne representantes das 22 conferências episcopais e jurisdições eclesiásticas membros da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC).

Os participantes refletem sobre como as Igrejas locais podem aprofundar a sinodalidade e fortalecer o diálogo, a reconciliação e a ação missionária nos diversos contextos culturais e religiosos da Ásia.

Fundada em 1970, após o encontro de bispos asiáticos durante a visita do Papa São Paulo VI a Manila, a FABC promove a colaboração entre as Igrejas locais do Sul, Sudeste, Leste e Centro da Ásia. Desde então, tem fomentado a evangelização, o diálogo inter-religioso, a reflexão teológica e o engajamento social em toda a região.

Segundo informações compartilhadas com a Rádio Veritas Ásia durante a coletiva de imprensa de abertura, a Assembleia foi pensada como uma experiência sinodal, e não apenas como uma conferência. Os participantes passarão a semana em oração, farão conversas no Espírito, encontros regionais e debates em grupo. Eles refletirão sobre desafios pastorais como pobreza, migração, conflito e cuidado com a criação.

Em seu discurso na coletiva de imprensa de abertura, o cardeal Filipe Neri Ferrão, arcebispo de Goa e Damão e presidente da FABC, refletiu sobre a situação dos cristãos que vivem como minorias em muitas partes da Ásia.

"Ao longo de sua história, a Igreja sempre enfrentou situações desafiadoras", afirmou.

"Em vez de reagir com receio, a Igreja é chamada a construir relações, fomentar o diálogo e promover a reconciliação", acrescentou. "Essa missão", disse ele, "exige que os cristãos se tornem construtores de pontes entre povos, culturas e religiões".

O cardeal Pablo Virgilio David, bispo de Caloocan, nas Filipinas, e vice-presidente da FABC, se uniu a esse apelo.

"Nossa resposta a situações de hostilidade não é construir muros defensivos, mas sim pontes de diálogo", disse ele.

Ele observou que muitas comunidades cristãs vivem como um "pequeno rebanho" em meio a tensões sociais. "O diálogo", disse ele, "começa pelo reconhecimento da dignidade de cada pessoa e pela busca do bem comum".

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