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400 anos da primeira Missa na Capela-mor do Mosteiro de S. Salvador de Grijó

O Mosteiro de São Salvador de Grijó, em Vila Nova de Gaia, celebra neste 28 de agosto, festa de Santo Agostinho, os 400 anos da primeira Missa celebrada na nova capela-mor, um marco que...

400 anos da primeira Missa na Capela-mor do Mosteiro de S. Salvador de Grijó

O Mosteiro de São Salvador de Grijó, em Vila Nova de Gaia, celebra neste 28 de agosto, festa de Santo Agostinho, os 400 anos da primeira Missa celebrada na nova capela-mor, um marco que une fé, história e patrimônio. A data recorda a cerimônia solene de 1626, quando a comunidade religiosa passou da antiga igreja para o novo espaço de culto, inaugurando uma etapa decisiva na longa história de um dos mais antigos conjuntos monásticos de Portugal.

As comemorações do IV Centenário incluem uma Eucaristia Solene de Ação de Graças, às 19h, presidida pelo bispo do Porto, D. Manuel Linda. A celebração é promovida pela Paróquia de São Salvador de Grijó em colaboração com a Diocese do Porto e pretende prestar homenagem a quatro séculos de vida espiritual, ao mesmo tempo em que valoriza a extraordinária herança histórica e cultural do mosteiro.

A história do Mosteiro de Grijó, porém, é muito mais antiga. As suas origens remontam ao ano de 922, quando foi fundado pelos clérigos Guterre e Ausindo Soares. Ao longo dos séculos, a comunidade adotou a regra de Santo Agostinho e o mosteiro passou por diferentes fases, incluindo transferências, reconstruções e períodos de decadência. A atual configuração do complexo começou a ganhar forma a partir da segunda metade do século XVI, depois da separação entre as comunidades de Grijó e da Serra do Pilar.

A reconstrução do antigo mosteiro foi confiada, em 1572, ao arquiteto Francisco Velasquez. As obras avançaram gradualmente: até 1600 estavam concluídas importantes dependências, como partes do claustro, o refeitório e a sala do capítulo, enquanto a construção da igreja se prolongaria pelas décadas seguintes. A primeira pedra da nova capela-mor foi lançada em 1612 e, embora os trabalhos ainda continuassem em outras partes do templo, o espaço já estava suficientemente preparado para receber a solene inauguração de 28 de agosto de 1626, festa de Santo Agostinho.

A cerimônia daquele dia foi presidida por D. Sebastião da Graça, prior-geral da Congregação de Santa Cruz de Coimbra, e marcou oficialmente a passagem da antiga igreja para a nova. Poucos dias antes, outro momento significativo havia preparado essa transição: em 23 de agosto de 1626, os restos mortais de D. Rodrigo Sanches, foram retirados do antigo túmulo e colocados numa urna, posteriormente instalada num arcossólio da capela-mor. O mosteiro conserva ainda hoje essa importante memória histórica, ligada à presença da monarquia medieval portuguesa.

Quatro séculos depois, a celebração da primeira Missa na capela-mor ganha um significado que vai além da recordação de um acontecimento do passado. O aniversário evidencia a continuidade de uma comunidade e de um patrimônio que atravessaram séculos de transformações.

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o Mosteiro de São Salvador de Grijó permanece como testemunho da espiritualidade dos cónegos regrantes, da arquitetura religiosa portuguesa e da capacidade de preservar, através do tempo, uma história iniciada há mais de 1.100 anos.

O quê: Celebração dos 400 anos da primeira missa no Mosteiro de São Salvador de Grijó. Quando: Sexta-feira, 28 de agosto de 2026, às 19h00. Onde: Mosteiro / Igreja Paroquial de São Salvador de Grijó (Vila Nova de Gaia). Presidência: D. Manuel Linda, Bispo do Porto.

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