Criar obstáculo para a distribuição de ajuda humanitária aos refugiados palestinos no Oriente Médio representa uma "grave violação do direito internacional humanitário" e "agrava o sofrimento daqueles que já vivem em condições extremamente precárias". Essa posição foi reiterada na terça-feira, 30 de junho, em uma declaração lida durante uma reunião da Comissão dedicada ao tema na Assembleia Geral, pela Missão Permanente de Observação da Santa Sé junto às Nações Unidas, em Nova York.
A delegação do Vaticano, em seu comunicado, enfatizou a importância da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA), destacando que seu trabalho representa "apoio essencial para milhões de refugiados palestinos". Há mais de setenta anos, como afirma o comunicado, a Agência "lhes fornece educação, assistência médica, ajuda alimentar e serviços sociais, garantindo proteção, apoio e a oportunidade de viver com dignidade".
A organização foi criada em 1949 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 302 (IV), após a Guerra Árabe-Israelense de 1948, para auxiliar os refugiados palestinos.
A representação da Santa Sé junto à ONU também expressou "profunda preocupação" com "o assassinato de funcionários da UNRWA", bem como com "os ataques contra as instalações da Agência nos territórios do Estado da Palestina, incluindo escolas e outras instalações onde civis buscaram refúgio".
Precisamente reconhecendo a indispensabilidade do apoio da UNRWA, a Santa Sé confirmou "o próprio compromisso financeiro com a Agência, como uma expressão concreta de solidariedade com os refugiados palestinos e confiança em sua missão humanitária". Por fim, a esperança é que o trabalho da UNRWA seja sempre conduzido com "firme respeito" pelos "princípios da humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência", a fim de "preservar a credibilidade da Agência e garantir que ela possa cumprir seu mandato como um instrumento confiável de solidariedade e paz".
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