Roma

Quarta sessão do Consistório: a amplitude da sinodalidade

A primeira parte da quarta sessão do Consistório teve início esta tarde, às 16h, na Sala do Sínodo. Após a oração inicial, o cardeal estadunidense Joseph William Tobin, moderador da ses...

Quarta sessão do Consistório: a amplitude da sinodalidade

A primeira parte da quarta sessão do Consistório teve início esta tarde, às 16h, na Sala do Sínodo.

Após a oração inicial, o cardeal estadunidense Joseph William Tobin, moderador da sessão, deu início aos trabalhos, abordando o caminho de implementação do Sínodo, e passou a palavra ao cardeal Grech para sua exposição.

Em sua intervenção, o cardeal maltês lembrou que, no início do Sínodo sobre a sinodalidade em 2021, “poucos teriam imaginado a amplitude do envolvimento que ele suscitaria”. As diversas realidades presentes na Igreja participaram, em alguns casos pela primeira vez, “de momentos de escuta e de discernimento eclesial”, percorrendo caminhos diferentes, enfrentando dificuldades e resistências, mas reconhecendo universalmente o desejo de “caminhar juntos, valorizando os dons e a responsabilidade de todos”.

A experiência sinodal, prosseguiu Grech, foi significativamente sustentada pelo método da conversa no Espírito. Uma consciência que amadureceu não sem esforço, capaz de captar “a diferença substancial entre a conversa espiritual, temática, e uma conversa no Espírito, ou seja, no fato de o Ressuscitado se manifestar e se entregar entre nós como obra do Espírito”. A fase de implementação em que o Sínodo agora entrou permitirá que as Igrejas troquem dons e experiências, ampliando o “sentido de pertencimento ao único povo de Deus”. Não se trata, no entanto, de um processo imediato, pois cada cultura acolhe e traduz as intuições que surgiram de acordo com seus próprios tempos e modalidades, “nas culturas, nas instituições, nas práticas pastorais, nas relações eclesiais”.

Ao final, alguns cardeais se manifestaram sobre o tema. Chegou-se a um consenso sobre a necessidade de aprofundar ainda mais e colocar em prática as dimensões ascética e histórica da sinodalidade, bem como sobre a necessidade de oferecer ao clero uma imagem do sacerdócio que seja bela, criativa, evangélica e, ao mesmo tempo, não clerical. Discutiu-se o risco de que a complexidade da consulta possa sobrecarregar a Igreja em um momento em que ela é chamada a dar seu testemunho. Além disso, falou-se sobre como a Igreja hierárquica e o Povo de Deus participam, cada um à sua maneira, do discernimento do que o Espírito diz à Igreja, bem como sobre a contribuição e a participação das comunidades católicas de rito oriental, com sua experiência sinodal, no caminho em que toda a Igreja está envolvida.

A primeira parte da sessão foi encerrada às 17h.

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