A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) realizou a formatura das turmas do primeiro semestre do curso de Português como Língua de Acolhimento (PLAc), iniciativa do Programa Lampedusa. A cerimônia foi realizada no início de julho. Mais de 300 estudantes concluíram o curso, que neste semestre recebeu 436 matriculados vindos de mais de 20 países, com destaque para Venezuela (45%), Cuba (32%) e Rússia (6%).
O Programa Lampedusa nasceu em 2017 como resposta da PUCPR ao chamado do Papa Francisco para o enfrentamento da globalização da indiferença. Estruturado em quatro eixos: Acolher, Proteger, Promover e Incluir. O programa promove o acesso à cidadania de migrantes, refugiados e apátridas, favorecendo sua integração no Brasil por meio de oportunidades de estudo, formação profissional, acesso à saúde e apoio em processos de regularização.
O curso de Português como Língua de Acolhimento, por exemplo, é a porta de entrada dos migrantes atendidos pela PUCPR. Oferecido gratuitamente em parceria com a Escola de Educação e Humanidades, o curso de Letras, o Projeto Comunitário, a Escola de Negócios e a Diretoria de Identidade Institucional, contou neste semestre com 25 professores voluntários e 35 estudantes da PUCPR em apoio à organização e à logística das aulas. É por meio do PLAc que os estudantes migrantes passam a ter acesso às demais frentes do Programa Lampedusa, como oficinas de informática, empregabilidade e a Feira da Casa Comum, voltada a pequenos empreendedores migrantes.
"Foi um encontro marcado pelo acolhimento, pelo profissionalismo e pelo fortalecimento dos valores humanos, éticos e profissionais. Para nós, migrantes, experiências como essa representam muito mais do que uma conquista acadêmica: simbolizam inclusão, esperança e a oportunidade de construir novos caminhos com dignidade", comentou Rosa Josefina Lunar, estudante da turma Avançado do PLAc.
O Programa Lampedusa é reconhecido pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello, certificação da ONU concedida a universidades que promovem acesso e permanência ao ensino ou prestam serviços humanitários a migrantes, refugiados e apátridas. O programa também conta com parcerias com o Ministério Público do Estado do Paraná, a Cáritas Brasileira – Regional Paraná, o Cerma (Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência do Migrante do Paraná, entre outras instituições.
O Paraná é o terceiro estado brasileiro que mais recebe migrantes, atrás de Roraima e São Paulo, e ocupa a segunda posição no país em número de estrangeiros naturalizados. Em Curitiba, dados do Ipardes indicam que cerca de 28,2% dos migrantes registrados no estado estão concentrados na capital, que figura entre as principais cidades brasileiras no acolhimento de migrantes e refugiados.
Fundada em 1959, a PUCPR é uma universidade católica privada sem fins lucrativos, orientada por princípios éticos, cristãos e maristas, que atua como promotora do desenvolvimento regional e da inclusão social. Presente em quatro cidades do Paraná, oferece cerca de 100 cursos de graduação, 190 cursos de educação continuada e 16 programas de pós-graduação stricto sensu. Segundo o ranking Times Higher Education, a PUCPR é a 11ª colocada entre as universidades brasileiras e a 1ª do Paraná.
Colaboração: Gizele Barbosa - Diretoria de Identidade Institucional PUCPR
Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.