Na noite de ontem, quarta-feira, foi assinado o acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos. Um dos pontos previstos nas negociações para os próximos 60 dias é que Teerã se comprometa a diluir seu urânio enriquecido; em troca, Washington suspende imediatamente todas as sanções, começando pelas sanções contra o petróleo iraniano.
O acordo foi assinado à distância pelo presidente iraniano Pezeshkian e pelo presidente dos EUA, Trump, que está em visita à França e que o assinou em Versalhes, na presença do presidente francês Emmanuel Macron.
A cerimônia está prevista para amanhã, quinta-feira, em um resort em Lucerna, na Suíça, na presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que o Irã a declarou já como "supérflua".
O presidente dos EUA, Trump, expressou satisfação, declarando à margem da cúpula do G7 em Evian: "Com este acordo, Teerã nunca terá armas nucleares, mas se não for respeitado, atacaremos novamente." Por outro lado, o presidente do Parlamento iraniano, Ghalibaf, disse: "Estamos com o dedo no gatilho. Meu pessimismo e desconfiança em relação aos Estados Unidos são máximos." O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, saudou o acordo, chamando-o de "um bom acordo" para encerrar a guerra que começou em 28 de fevereiro.
O projeto de 14 pontos também pede o fim das hostilidades no Líbano: o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, chamou o acordo de "uma grande vitória" para o Irã, que há muito apoia a milícia islâmica xiita.
No País dos Cedros, no entanto, o conflito continua: Israel anunciou hoje a morte de um soldado das forças de segurança durante combates não especificados no sul e a interceptação de vários foguetes lançados contra seu exército.
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