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Papa Leão: “ser comunidades centradas no essencial, que é Cristo

Na tarde deste sábado, (20) por ocasião da visita pastoral à cidade de Pavia, o Papa Leão celebrou a Santa Missa na Basílica de São Pedro em Ciel d’Oro onde se encontram os restos morta...

Papa Leão: “ser comunidades centradas no essencial, que é Cristo

Na tarde deste sábado, (20) por ocasião da visita pastoral à cidade de Pavia, o Papa Leão celebrou a Santa Missa na Basílica de São Pedro em Ciel d’Oro onde se encontram os restos mortais de Santo Agostinho. Na sua homilia o Papa falou sobre a importância de focar o essencial na evangelização. A cidade conta com uma antiga tradição de evangelização que permanece viva e presente no território.

Após destacar o contexto secularizado e dificuldades na evangelização, o Papa convidou a não desanimar, mas seguir com um olhar animado pela fé. Explicando afirmou “O olhar que nos é exigido – e que o Espírito Santo nos dá – é o de Jesus”, recordando ainda as palavras da Evangelii gaudium do Papa Francisco onde afirma que “O olhar de fé é capaz de reconhecer a luz que o Espírito Santo sempre irradia no meio da escuridão”.

Em seguida sugeriu aos presentes inspirando-se nas palavras do Apóstolo Pedro que chamou os discípulos do Senhor de ‘pedras vivas’: “Como podemos hoje, aqui em Pavia, ser uma Igreja viva?”. Dando logo a primeira indicação, que é essencial “permanecer unidos a Cristo, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus. Cristo é o fundamento do edifício espiritual, é a pedra angular colocada como base do nosso caminho eclesial, da ação pastoral e da evangelização”.

“Este ser construídos e construir em Cristo nos preserva do risco de nos dispersarmos e nos cansarmos em coisas secundárias, talvez boas, mas que não vão ao essencial”, destacou o Pontífice. Porém sempre recordando que devemos ser realistas, pois sabemos que nas comunidades paroquiais e na vida de uma diocese existem tantas urgências e tantos compromissos que exigem presença e múltiplas atividades. Porém, continuou: “Trata-se de reconduzir tudo ao centro, de construir sempre a partir da pedra angular, de impedir que as nossas ações resultem dispersivas, centradas unicamente em nós mesmos e nos nossos esforços. Como o centro é Cristo, todos nós bebemos desta única fonte e submetemos o nosso compromisso ao discernimento que provém da sua luz e da sua Palavra”. Reiterando ainda: “Devemos aprender a ser comunidades cristãs centradas no essencial, mesmo que isso signifique renunciar a alguma estrutura e a alguma segurança do passado. O essencial é viver com Cristo, e difundir o seu Evangelho é o que nos deve importar”.

Outro aspecto fundamental em aderir a Cristo, pedra angular, é que nos permite enfrentar as problemáticas de hoje que dizem respeito à transmissão da fé e à prática religiosa. Papa Leão explicou: “Em um tempo no qual muitas pessoas parecem ter perdido o gosto espiritual ou, por diversas razões, não conseguem mais sentir como atraente a proposta da fé cristã para as suas vidas, somos chamados antes de tudo a levar o anúncio do Evangelho, um anúncio alegre e libertador de Jesus Cristo, que faça emergir a beleza da fé para a nossa vida e para a nossa sociedade”. Portanto, acrescentou: “É preciso anunciar o núcleo do Evangelho, ou seja, Jesus, que na sua encarnação, morte e ressurreição nos revela o mistério de Deus e, ao mesmo tempo, o mistério que somos nós mesmos”.

Citando Santo Agostinho, Leão recordou que a sua espiritualidade nos recordam o valor e o primado da interioridade: “Não saias de ti mesmo, volta para ti mesmo: a verdade habita no homem interior”, diz o Santo e o Papa completa afirmando que “a necessidade de voltar a si mesmo, de não se dispersar na fragmentação exterior, de procurar e encontrar um sentido que oriente a nossa vida e anime as nossas relações, é uma exigência comum a todos: hoje, ela reaparece de modos diferentes mesmo na pressa e na dispersão do viver cotidiano, sobretudo nos questionamentos dos mais jovens”.

Por fim ao falar sobre a ação pastoral da comunidade de Pavia o Papa elogiou os encontros nas casas lendo o Evangelho, o trabalho com crianças e jovens, a importância da pastoral universitária e do diálogo com a cultura numa cidade como Pavia, e o estilo sinodal na vida comunitária, integrando o caminho tradicional das paróquias com novas iniciativas de evangelização. Na conclusão convidou os presentes a prosseguir por esta estrada, aprendendo cada vez mais a caminhar juntos, no discernimento comum, e elaborando projetos compartilhados, cultivando a fraternidade e promovendo a corresponsabilidade.

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