Como anunciar a Boa Nova para os discípulos em missão. Comentando o Evangelho de Mateus, que este domingo (21/06) XII Domingo do Tempo Comum, apresenta o trecho em que se destaca o estilo sugerido por Jesus — que não pode prescindir da “partilha de um encontro pessoal com Ele, único para cada um” —, Leão XIV exortou a recorrer continuamente à verdadeira fonte que deve inspirar cada ação e cada palavra do cristão.
O Papa agostiniano, também na esteira de sua recente encíclica, lembrou que não é possível testemunhar aquilo de que não se teve experiência pessoal, apenas por ouvir dizer.
A força do apostolado, de fato, para além de técnicas e instrumentos, baseia-se na ação do Espírito Santo em nós e na autenticidade de nossa resposta.
O que o Pontífice destaca é a integração entre fé e vida. O testemunho é o fruto inevitável de uma alimentação assídua baseada na relação com Deus. “Isso nos torna cada vez mais pessoas de fé sólida e consciente — ressaltou ele — e, consequentemente, apóstolos críveis e livres, homens e mulheres capazes de refletir a luz do Evangelho em todos os ambientes e em todas as situações da vida, e de testemunhá-lo mesmo onde seu valor não é compreendido ou aceito”. E acrescentou:
Não se deve pensar que “contemplar” seja uma experiência exclusiva, reservada a alguns santos ou aos monges e eremitas. Todos nós podemos fazê-lo, esforçando-nos por preservar, em meio aos compromissos do nosso dia a dia, momentos de quietude nos quais nos colocarmos em silêncio diante de Deus.
Por fim, o Pontífice, relembrou a vida nada fácil das primeiras comunidades cristãs e citou seu predecessor Francisco na Evangelii gaudium. Assim, exorta a responder ao ódio com amor, à arrogância com mansidão, ao desânimo com perseverança, ali onde o Evangelho se mostra mais “incômodo”. As antigas hostilidades e perseguições, observou ele, se repetem ainda hoje em vários lugares: diante da tentação de desanimar e de se deixar vencer pelo cansaço ou pelo medo, o antídoto continua sendo sempre o mesmo.
É necessário que aprofundemos as raízes de nossa fé e de nossa missão em um relacionamento intenso com Ele. Isso nos dá a força para não desistirmos e continuarmos a transmitir a todos, em todas as circunstâncias, sua mensagem de esperança, de amor e de paz. O mundo precisa muito disso!
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O Angelus é uma oração recitada em recordação do Mistério perene da Encarnação três vezes ao dia: às 6 da manhã, ao meio-dia e às 18 horas, momento em que é tocado o sino do Angelus.
O nome Angelus deriva do primeiro verso da oração – Angelus Domini nuntiavit Mariae – que consiste na leitura breve de três simples textos sobre a Encarnação de Jesus Cristo e a recitação de três Ave Marias.
Esta oração é recitada pelo Papa na Praça São Pedro ao meio-dia de domingo e nas Solenidades. Antes de recitar o Angelus, o Pontífice também faz uma breve reflexão inspirando-se nas leituras do dia. Seguem as saudações aos peregrinos.
Da Páscoa até Pentecostes, ao invés do Angelus, é recitado o Regina Coeli, que é uma oração em recordação da ressurreição de Jesus Cristo, ao final do qual é recitado o Glória três vezes.
Angelus Dómini nuntiávit Mariæ. Et concépit de Spíritu Sancto. Ave Maria...
Ecce ancílla Dómini. Fiat mihi secúndum verbum tuum. Ave Maria...
Et Verbum caro factum est. Et habitávit in nobis. Ave Maria...
Ora pro nobis, sancta Dei génetrix. Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.
Orémus. Grátiam tuam, quǽsumus, Dómine, méntibus nostris infunde; ut qui, Ángelo nuntiánte, Christi Fílii tui incarnatiónem cognóvimus, per passiónem eius et crucem, ad resurrectiónis glóriam perducámur. Per eúndem Christum Dóminum nostrum.
Dominus vobiscum.Et cum spiritu tuo. Sit nomen Benedicat vos omnipotens Deus, Pa ter, et Fi lius, et Spiritus Sanctus.
V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria. R. E Ela concebeu do Espírito Santo. Ave Maria…
V. Eis a escrava do Senhor. R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra. Ave Maria…
V. E o Verbo divino encarnou. R. E habitou no meio de nós. Ave Maria…
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos. Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amén.
Gloria ao Pai... (3 vezes) Dai-lhes Senhor o descanso eterno. E a luz perpétua os ilumine. Descansem em paz. Amém...