«Ser água que sacia profundamente a sede de conhecimento de pessoas de diferentes gerações; alimentar as consciências com notícias e não com fofocas; oferecer uma interpretação correta e transparente da realidade; unir, nos momentos bons e ruins, a comunidade na qual se está enraizado, protegendo a sua história e memória». Leão XIV escolhe a metáfora da água, inspirando-se no rio que, atravessando a cidade de Trento, «une paisagens, memórias, homens e mulheres de um território de montanhas que se transformam em planícies», para descrever a «boa informação» que, há 80 anos, é a missão do jornal italiano «L’Adige», da região do Trentino-Alto Ádige, que tem uma tiragem média de 18 mil exemplares (dados de 2020).
Na mensagem dirigida ao diretor Pierluigi Depentori, que ganhou a capa da edição deste 16 de junho, o Pontífice relembra o nascimento do jornal por vontade do fundador Flaminio Piccoli, a escolha do nome de um rio — a água que corre é «símbolo de uma regeneração contínua, possível apenas se se bebe de uma fonte pura —, a riqueza das raízes que “testemunham a riqueza do pensamento cristão como fermento do jornalismo, não apenas católico, baluarte da liberdade de expressão”.
Em particular, o pensamento do Papa se dirigiu a De Gasperi, que, antes de se dedicar à política, foi redator e depois diretor de “La voce cattolica”, de Trento, e fundador do jornal “Il Trentino”.
Hoje, segundo o Bispo de Roma, “novos desafios” aguardam uma resposta do mundo da informação, que “para superá-los tem apenas um caminho: a qualidade”. Isso se traduz na capacidade de «cuidar das vozes e dos rostos, cultivar a seriedade de cada notícia e de cada análise, preservar a beleza das culturas e dos territórios, fortalecer as comunidades», mas também «governar a tecnologia» sem ceder à «retórica do pensamento único», “respeitar as diferentes opiniões” sem ceder à tentação de aumentar os lucros recorrendo à “droga das notícias falsas e das polarizações artificiais”.
Leão XIV concluiu sua mensagem desejando ao jornal, neste tempo de grandes mudanças, que seja “instrumento da verdade, guardião da história e da memória, fonte de conhecimento e fermento da humanidade”.
Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui