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Oriente Médio: trégua violada entre EUA e Irã. Troca de tiros durante a noite

“A agressão do Irã foi injustificada, perigosa e representou uma violação flagrante do cessar-fogo”. É assim que o Comando Central Militar dos Estados Unidos justifica a resposta com fo...

Oriente Médio: trégua violada entre EUA e Irã. Troca de tiros durante a noite

“A agressão do Irã foi injustificada, perigosa e representou uma violação flagrante do cessar-fogo”. É assim que o Comando Central Militar dos Estados Unidos justifica a resposta com fogo contra 80 alvos iranianos e a reintrodução de sanções econômicas sobre o petróleo de Teerã, após os ataques desferidos por este último contra alguns navios comerciais em Ormuz. Ataques anunciados, segundo as declarações do Irã, que havia acusado repetidamente os EUA de terem violado o memorando de entendimento em vários pontos e alertado que haveria retaliações. Os novos ataques norte-americanos foram lançados, segundo o veículo de notícias Axios, com alcance e potência quatro vezes superiores aos de dez dias atrás. Um membro da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (os pasdaran) foi morto no ataque dos EUA em Mahshahr, conforme noticiado pela mídia iraniana.

A ofensiva dos EUA desencadeou a reação iraniana contra os países do Golfo: com dezenas de alvos atingidos, bases estadunidenses no Bahrein e no Kuwait foram alvo dos ataques, sendo que este último país está respondendo com drones e mísseis. E enquanto foi emitido um alerta para a população iraniana, o chefe de negociações do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou: “A era da intimidação e da extorsão acabou. Não nos curvaremos”. Uma “retomada das hostilidades” entre Washington e Teerã não é do interesse de ninguém, afirmou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

A ofensiva israelense no Líbano, por outro lado, não dá sinais de arrefecimento. No meio da noite entre terça e quarta-feira, aviões de guerra lançaram um ataque contra a floresta de Ali al-Taher, nos arredores de Nabatieh al-Fawqa, precedido por bombardeios intermitentes de artilharia na região. Segundo a mídia árabe, a área é considerada pelos israelenses um alvo estratégico, pois domina a cidade de Nabatieh pelo lado leste. Israel afirma ainda que parte das encostas e áreas florestais da região são utilizadas por combatentes do Hezbollah para lançar operações, tornando o controle dos planaltos um objetivo fundamental para a segurança do território situado entre a fronteira e o rio.

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