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Oriente Médio, ataques EUA-Irã recomeçam: Trump se reúne com Netanyahu

A frágil trégua entre os Estados Unidos e o Irã, que visava suspender as operações ofensivas norte-americanas contra o Irã para facilitar novas negociações, durou apenas alguns dias. Du...

Oriente Médio, ataques EUA-Irã recomeçam: Trump se reúne com Netanyahu

A frágil trégua entre os Estados Unidos e o Irã, que visava suspender as operações ofensivas norte-americanas contra o Irã para facilitar novas negociações, durou apenas alguns dias. Durante a noite entre terça e quarta-feira, Teerã lançou um ataque com mísseis contra uma base estadunidense na Jordânia: segundo o Pentágono, todos os mísseis foram interceptados, mas a ação marca uma nova escalada do conflito. A resposta foi imediata: os Estados Unidos e a Arábia Saudita realizaram ataques contra milícias pró-Irã no Iraque, causando pelo menos dez mortes, de acordo com fontes das Forças de Mobilização Popular.

Até então, Teerã havia atacado as forças norte-americanas principalmente em resposta aos ataques dos EUA em seu território; desta vez, porém, parece ter tomado uma iniciativa independente para aumentar a pressão sobre o governo Trump e influenciar as negociações em curso. A escalada das hostilidades teve repercussões imediatas nos mercados de energia. Os temores de novas tensões no Estreito de Ormuz, um ponto crucial estratégico para o comércio global de petróleo bruto, impulsionaram os preços do petróleo para cima: o WTI subiu acima de US$ 82 por barril e o Brent acima de US$ 87, com ganhos de mais de 3%. O próprio Estreito de Ormuz continua sendo um importante ponto de atrito: segundo o Wall Street Journal, a crise se intensificou depois que o Irã rejeitou uma proposta de Omã para reabrir o tráfego pelo estreito, apresentando um plano alternativo que daria a Teerã maior controle sobre a navegação.

A escalada coincidiu com o primeiro encontro na Casa Branca entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Segundo diversos veículos da imprensa norte-americana, a oitava visita do primeiro-ministro israelense ao Salão Oval durante o segundo mandato de Trump ocorreu em um clima menos brando do que nos últimos meses, com divergências sobre a gestão do conflito e a estratégia em relação ao Irã. Também houve protestos de rua em Washington e Israel contra o primeiro-ministro israelense. A administração norte-americana teria pedido ao primeiro-ministro israelense que demonstrasse maior comprometimento com as negociações sobre Gaza e Líbano como condição para o encontro. Trump, no entanto, expressou irritação com a pressão israelense para a continuidade da guerra. Ao final do encontro, porém, ambos adotaram um tom conciliatório. Trump classificou o encontro como "muito positivo", explicando que "muitas questões importantes" foram abordadas. Netanyahu o descreveu como "um dos melhores encontros" que teve com o presidente norte-americano, reiterando que os Estados Unidos e Israel compartilham "o objetivo comum de impedir que o Irã adquira armas nucleares".

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