Foi apresentada na Assembleia Nacional da Nicarágua uma reforma constitucional para estender o mandato presidencial de cinco para sete anos, com maiores possibilidades de renovação. A proposta foi lida na câmara pelo presidente do Parlamento, Gustavo Porras.
De acordo com o texto, a extensão do mandato garantiria "estabilidade na visão, operatividade e continuidade" para responder às necessidades urgentes da nação centro-americana. Porras afirmou na câmara que o governo "deve se organizar de acordo com a urgência e o cronograma estabelecidos no Plano Nacional de Desenvolvimento Humano e Erradicação da Pobreza". A iniciativa surge poucos dias depois de Ortega ter feito uma declaração sugerindo a eliminação das eleições.
A copresidente Rosario Murillo, esposa de Ortega, anunciou que a aprovação parlamentar é esperada em setembro. A medida provocou uma reação imediata da comunidade internacional: os Estados Unidos, a União Europeia, as Nações Unidas e vários países da América Latina expressaram forte preocupação com o que consideram um grave retrocesso democrático.
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