No Líbano, apesar do cessar-fogo com Israel alcançado em 26 de junho, mais de 430 mil pessoas continuam deslocadas. A informação foi divulgada pela ONU, que explicou que muitos civis não podem retornar às suas aldeias porque suas casas foram danificadas ou destruídas. Na província do sul, 50 abrigos coletivos foram fechados. Outros 45 permanecem abertos e abrigam cerca de 7.000 pessoas. Novos centros de acolhimento foram instalados no distrito de Tiro para atender às famílias que se aproximaram de suas áreas de origem, mas ainda não podem retornar às suas casas.
Enquanto isso, no plano diplomático, foi encerrado em Roma o primeiro dia da sexta rodada de negociações diretas entre Israel e o Líbano, realizadas na embaixada dos Estados Unidos e continuadas também esta quarta-feira, 15 de julho. No centro das negociações está a implementação do acordo-quadro alcançado em 26 de junho em Washington, que prevê a retirada progressiva das forças israelenses de duas “zonas-piloto” no sul do Líbano e a transferência gradual do controle para o exército libanês, paralelamente ao desarmamento do Hezbollah. As negociações ocorrem exclusivamente em nível diplomático, sem a presença de representantes militares. Washington definiu o encontro como “produtivo” e realizado em um clima positivo, afirmando que ambas as partes estão dispostas a dar continuidade ao diálogo. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, reiterou a disposição de Israel em iniciar a retirada das duas primeiras áreas previstas no acordo, mantendo, porém, a condição de que o processo ocorra paralelamente ao fortalecimento do controle por parte das Forças Armadas libanesas.
Por outro lado, os episódios de violência na Faixa de Gaza não dão sinais de arrefecimento. Segundo a agência palestina Wafa, um ataque aéreo israelense contra uma residência em Deir al-Balah, no centro da Faixa, causou a morte de quatro membros da mesma família, incluindo uma criança de apenas seis anos. No dia anterior, a Proteção Civil de Gaza havia informado que pelo menos oito pessoas, incluindo uma mulher, morreram em um bombardeio israelense contra uma delegacia de polícia a oeste do campo de refugiados de Jabalia. O exército israelense declarou ter atingido quatro membros do Hamas que, segundo Israel, estavam planejando ataques terroristas, sem, no entanto, esclarecer a identidade das outras pessoas mortas no ataque.
Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.