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Leão XIV se une à dor dos colombianos após terremoto

Depois do telegrama enviado ontem ao presidente da Conferência Episcopal Colombiana, dom Francisco Javier Múnera Correa, o Santo Padre voltou a expressar sua proximidade aos colombianos...

Leão XIV se une à dor dos colombianos após terremoto

Depois do telegrama enviado ontem ao presidente da Conferência Episcopal Colombiana, dom Francisco Javier Múnera Correa, o Santo Padre voltou a expressar sua proximidade aos colombianos na Audiência Geral desta quarta-feira. E o fez, na saudação aos peregrinos de língua espanhola, após o resumo da catequese:

Desejo expressar minha solidariedade aos meus irmãos e irmãs colombianos que sofreram os efeitos do recente terremoto, que causou inúmeras mortes e feridos, além de extensos danos materiais. Enquanto rezo ao Senhor pelo descanso eterno dos falecidos, asseguro minhas orações por suas famílias e por todos os afetados por esta tragédia. Expresso minha gratidão a todos os que trabalham nos esforços de resgate e assistência às vítimas.

O número de mortos, ainda provisório, é de 216, após as autoridades terem corrigido os dados fornecidos ontem pelas autoridades locais em Cali. Os feridos são ao menos 1.300, com um número incerto de desaparecidos (estimativas indicam 3.000).

Segundo a  Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC), mais de 68.500 indígenas foram diretamente afetados pelo terremoto de magnitude 7,4, que afetou comunidades nos departamentos de Caldas, Chocó, Quindío, Risaralda e Valle del Cauca. A ONIC detectou danos em milhares de casas e alertou para o risco de deslizamentos de terra, particularmente nas áreas montanhosas de Risaralda, Caldas e Valle del Cauca.

Soldados, bombeiros e voluntários correm contra o tempo na busca por sobreviventes em prédios desabados em Pereira e Cali, utilizando guindastes, cães farejadores e máquinas pesadas. As agências de ajuda humanitária consideram as primeiras 48 a 72 horas cruciais para o resgate de sobreviventes, embora esse período possa ser estendido caso haja acesso a alimentos e água.

Em vários locais, voluntários formaram correntes humanas para remover tijolos e pedaços de concreto manualmente. As operações são interrompidas periodicamente para permitir que os socorristas ouçam vozes ou ruídos vindos dos escombros.

Ontem, ao anoitecer, muitas famílias se prepararam para dormir em parques, enquanto os tremores secundários continuam a afetar bairros gravemente danificados. Em Pereira, alguns espaços públicos foram transformados em abrigos improvisados com barracas e colchões.

O terremoto também sobrecarregou o sistema de saúde. Em Cali, parte do Hospital Universitário del Valle desabou, obrigando os médicos a transferir pacientes para um estacionamento e atender alguns ao ar livre.

Milhares de colombianos se mobilizaram, levando água, comida e outros suprimentos para as áreas afetadas, enquanto longas filas se formavam em frente aos centros de doação de sangue.

Também a solidariedade internacional mobilizou governos e organizações globais, com o envio de recursos financeiros, suporte técnico e equipes de resgate humanitário.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) acionaram monitoramentos de campo em coordenação direta com a Cruz Vermelha Colombiana para mapear as maiores carências regionais de suprimentos. A rede Pastoral Social Cáritas Colombiana ativou seu plano nacional de emergência para arrecadar doações e prestar assistência direta às comunidades mais vulneráveis.

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