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Leão XIV recorda o mártir Ladislau Findysz e as vítimas dos totalitarismos

Ao saudar os peregrinos poloneses na Audiência Geral, o Santo Padre recordou em particular, um sacerdote que foi o primeiro polonês beatificado como mártir das perseguições. De fato, a...

Leão XIV recorda o mártir Ladislau Findysz e as vítimas dos totalitarismos

Ao saudar os peregrinos poloneses na Audiência Geral, o Santo Padre recordou em particular, um sacerdote que foi o primeiro polonês beatificado como mártir das perseguições. De fato, a perseguição e o regime comunista na Polônia duraram 44 anos, com início em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, e término em 1989, com as primeiras eleições parcialmente livres organizadas pelo movimento Solidariedade:

Saúdo cordialmente os poloneses! O dia 23 de agosto é o Dia Europeu da Memória das Vítimas do Stalinismo e do Nazismo. Nesse dia, na liturgia é recordado Ladislau (Władysław) Findysz, sacerdote e o primeiro polonês beatificado como mártir da perseguição comunista. Durante o Concílio Vaticano II, ele apoiou espiritualmente seus trabalhos, envolvendo os fiéis na "Obra conciliar de bondade" com atos de caridade e de renovação moral. Que o seu testemunho nos recorde que a civilização do amor se constrói perdoando e vencendo o mal com o bem. Minha bênção a todos!

Ladislau (Władysław) Findysz nasceu em 1907 e foi ordenado sacerdote em 1932. Depois da Segunda Guerra Mundial, exerceu seu ministério em Nowy Żmigród, dedicando-se à renovação espiritual e moral da comunidade e procurando proteger especialmente os jovens da intensa campanha de ateização promovida pelo regime comunista. Ao mesmo tempo, ajudava materialmente os habitantes da região, sem distinção de nacionalidade ou confissão religiosa, inclusive famílias greco-católicas perseguidas pelas autoridades. Sua atividade pastoral chamou a atenção dos serviços de segurança, que passaram a vigiá-lo e a restringir seu ministério.

Em 1963, enquanto realizava uma iniciativa pastoral de apoio espiritual ligada ao Concílio Vaticano II, Findysz enviou cartas aos fiéis, convidando-os a retomar uma vida cristã coerente. As autoridades comunistas o acusaram de obrigar os cidadãos a participar de práticas religiosas. Preso em novembro daquele ano, foi condenado a dois anos e meio de prisão. Durante o encarceramento, sofreu maus-tratos e graves humilhações físicas, psicológicas e espirituais, além de não receber o tratamento médico adequado para seus problemas de saúde. Libertado em estado de grande debilidade, morreu em 21 de agosto de 1964.

A Igreja reconheceu oficialmente seu martírio em 2004, concluindo que sua prisão e seus sofrimentos estavam diretamente relacionados ao anúncio do Evangelho. Em 19 de junho de 2005, o Papa Bento XVI beatificou Ladislau Findysz, reconhecendo-o como mártir da fé e como a primeira vítima do regime comunista na Polônia a ter uma causa de beatificação concluída com base no martírio.

Ao recordar sua figura, Leão XIV convida também as novas gerações a não esquecer os dramas provocados pelos totalitarismos e a reconhecer, no testemunho de homens e mulheres como o beato Findysz, a força de uma fé capaz de permanecer fiel à verdade mesmo diante da perseguição.

O Dia Europeu da Memória das Vítimas do Stalinismo e do Nazismo celebra-se a 23 de agosto, celebrado em 23 de agosto, é uma data instituída pelo Parlamento Europeu para recordar as vítimas dos regimes totalitários nazista e stalinista e preservar a memória dos milhões de pessoas perseguidas, deportadas, presas ou assassinadas durante esses períodos.

A escolha de 23 de agosto recorda a assinatura, em 1939, do Pacto Molotov-Ribbentrop, acordo de não agressão entre a Alemanha nazista e a União Soviética que incluía protocolos secretos para a divisão de territórios da Europa Oriental. A data representa, assim, um compromisso com a memória histórica e com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da liberdade, reafirmando que os horrores dos totalitarismos não devem ser esquecidos nem repetidos.

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