As expectativas para a visita do Papa Leão XIV no próximo dia 4 de julho e a lembrança do legado deixado pela visita do Papa Francisco em 2013. É assim que o comandante, tenente da Guarda Costeira, Flavio Verde, destaca o valor simbólico e operacional que a ilha continua representando no Mediterrâneo, em uma entrevista à mídia vaticana a bordo de uma das lanchas de patrulha envolvidas nos resgates no mar. “A visita do Santo Padre em 2013 foi para nós, para o Instituto de Lampedusa e para a Guarda Costeira, um momento de grande importância”, afirma Verde. “Aquele gesto chamou ainda mais a atenção para o valor da vida humana no mar e, portanto, também para a responsabilidade que temos todos os dias ao realizar as atividades de resgate”.
Para o comandante, Lampedusa representa “uma área de grande importância no Mar Mediterrâneo”, a ponto de poder ser definida como “o cais da Europa no Mediterrâneo”. Nesse contexto, o resgate continua sendo a principal missão da Guarda Costeira: “baseia-se em um princípio fundamental, que é a proteção da vida humana como prioridade absoluta, e é uma atividade que realizamos todos os dias em favor de qualquer pessoa que se encontre em dificuldade no mar, sem qualquer distinção”.
Ao longo dos anos, explica Verde, o dispositivo operacional na ilha foi progressivamente reforçado: “a Guarda Costeira de Lampedusa foi reforçada em termos de aumento de pessoal, de embarcações e de capacidades operacionais. O Corpo sempre garantiu uma atenção especial à ilha”.
O comandante também descreve o funcionamento das operações de resgate: “quando recebemos uma notificação, que pode chegar por telefone, via rádio nos canais de emergência ou por meio de outras formas de comunicação, entramos em ação imediatamente”. A etapa mais delicada é a coleta de informações: “avaliamos o tipo de embarcação envolvida, o número de pessoas, eventuais problemas de saúde e as condições do mar. Tudo isso nos permite determinar o uso correto dos recursos aeronavais, ou seja, lanchas de patrulha, unidades navais e também aeronaves”.
Ao referir-se à chegada do Papa Leão XIV, Verde fala de uma expectativa compartilhada por toda a comunidade: “assim como toda a ilha de Lampedusa, aguardamos essa visita com grande emoção e muito orgulho”. A presença do Pontífice é vista também como “um reconhecimento do empenho de todos aqueles que atuam na região” e como um novo apelo à responsabilidade daqueles que são chamados a salvar vidas: “essa proximidade aumenta ainda mais a consciência e a responsabilidade que temos de salvaguardar, com todas as nossas forças e todos os nossos meios, a vida humana”.
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