Há uma boa chance de se chegar a um acordo com o Irã, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, que durante dias não transparecia nenhuma esperança sobre a possibilidade de as negociações com Teerã serem retomadas. No entanto, os EUA suspenderam os bombardeios ao país durante o fim de semana, embora o presidente tenha indicado que está pronto para retomá-los caso as negociações mediadas pelo Paquistão e Catar fracassem, negando rumores de escassez de munições. Além disso, alguns funcionários do governo Trump afirmam que as sanções impostas por Washington a Teerã são ainda mais prejudiciais ao país do que as bombas.
Uma das questões cruciais em discussão continua sendo o Estreito de Ormuz, que inviabilizou o acordo precedente de junho, resultando em mais de 60 mortes e quase 700 feridos no país. O Irã afirmou seu direito de controlar as rotas ao longo de sua costa, enquanto os EUA insistiram na livre navegação internacional. Posteriormente, o conflito se espalhou para os rebeldes houthis do Iêmen, que criaram problemas para o tráfego marítimo no Mar Vermelho e ameaçaram a passagem do Estreito de Bab el-Mandeb. Em relação a Ormuz, os pasdaran deixaram claro que só conversarão com Omã, que enfatizou para ambos os lados a necessidade de desescalada na região.
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