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Diocese de Petrópolis: 80 anos de evangelização e pastoreio

Neste ano de 2026 a Diocese de Petrópolis completa seus 80 anos de fundação, momento de gratidão pelos benefícios que o Bom Deus tem derramado em todo território diocesano. Momento tamb...

Diocese de Petrópolis: 80 anos de evangelização e pastoreio

Neste ano de 2026 a Diocese de Petrópolis completa seus 80 anos de fundação, momento de gratidão pelos benefícios que o Bom Deus tem derramado em todo território diocesano. Momento também de revisitar a própria história, pessoas, pastorais, movimentos, bispos, presbíteros e diáconos, que pegando no arado, não olharam para trás, mas com os olhos na meta perseveraram na missão evangelizadora e no pastoreio da porção do povo de Deus a eles confiada.

A Diocese de Petrópolis tem sua sede na cidade de Petrópolis, cidade serrana plantada em meio a mata atlântica do Rio de Janeiro. Conhecida pela sua beleza natural, temperatura agradável, história e cultura, e como cidade imperial, pois foi a cidade escolhida como residência de verão da família Real Brasileira. Mas, a diocese não se resume somente a cidade de Petrópolis, ela é composta por outras sete cidades: Magé, Guapimirim, Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto, Areal, e uma pequena porção dos municípios de Três Rios e Paraíba do Sul.

Antes desse território ter sido transformado numa Igreja diocesana particular, ele fazia parte do território da Arquidiocese de Niterói e da Diocese de Barra do Piraí. Sendo criada pelo Papa Pio XII, com a Bula “Pastoralis qua urgemur”, de 13 de abril de 1946, a diocese recebeu a jurisdição pastoral sobre cinco cidades: Petrópolis, Teresópolis, Magé, Duque de Caxias, e uma pequena porção de Três Rios e Paraíba do Sul. Assim, nascia a Diocese de Petrópolis, ainda sem um Bispo a sua frente, mas com muitos braços desejos por trabalhar pela evangelização, e pés ansiosos por percorrer este tão grande território diocesano.

Em 3 de janeiro de 1948, o Papa Pio XII, nomeia o Padre Manuel Pedro da Cunha Cintra, como primeiro bispo da Diocese de Petrópolis, que até então era Reitor do Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga e Visitador Apostólico dos Seminários do Brasil. Recebendo a Ordenação Episcopal em São Paulo no dia 28 de março de 1948, tomou posse na Diocese de Petrópolis no dia 25 de abril, começando o seu ministérios episcopal aos pés da imagem de Nossa Senhora do Amor Divino, a quem confiava a sua missão e um pedido muito especial, que era a construção do Seminário Diocesano, que em 25 de março de 1949 teve a sua pedra fundamental colocada e a sua inauguração foi feita em 15 de agosto de 1956, que recebeu como padroeira aquela que intercedera por tão grande graça diocesana. O seminário recebe o nome da Mãe do Sumo e eterno Sacerdote Jesus Cristo, porque seria o ventre gerador de muitos outros sacerdotes para a Igreja.

Dom Manuel foi Padre Conciliar, no Concilio Vaticano II, e teve uma grande participação na reflexão e composição da “Lumem Gentium” e em especial no capítulo 8, que traz o ensinamento mariológico da Igreja. Dom Manuel era um grande devoto da Virgem Maria, e por isso fazia questão de promover a devoção e incentivar a leitura do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, livro esse que ele fazia questão de distribuir aos seminaristas. Também em 1953 teve a iniciativa, juntamente com colaboradores, de fundar a Universidade Católica de Petrópolis, preocupação que tinha pela boa formação dos fiéis, promoção da ciência e cultura na sociedade.

Em 23 de março de 1966 o Padre José Fernandes Veloso foi nomeado como Bispo Auxiliar de Petrópolis, sendo ordenado no dia 22 de maio do mesmo ano, e em 1981, foi nomeado Bispo Coadjutor com direito a sucessão. Dom Manuel esteve no governo da Diocese até 29 de fevereiro de 1984, quando teve sua renúncia aceita pelo Santo Padre o Papa João Paulo II. Dom José Veloso o sucede após sua renúncia, passa a governar a diocese dando continuidade à obra evangelizadora e o pastoreio desta parcela do rebanho de Deus. Dom José Veloso foi um grande defensor da fé, era um homem além do seu tempo, atendo aos benefícios e prejuízos que a tecnologia, a ciência, a filosofia e teologia trariam para o futuro. Esteve muito atendo às questões teológicas de sua época, e buscava defender a fé dos equívocos e ambiguidades, para que não houvesse prejuízo ao rebanho em sua experiência de Fé.

Dom José Veloso governou a diocese até 13 de janeiro de 1996, quando tomou posse Dom José Carlos de Lima Vaz, um homem que exerceu o seu pastoreio muito próximo ao povo diocesano, conduziu a diocese nos caminhos da evangelização, dando liberdade e incentivando os novos movimentos de evangelização que surgira na época. Governou a diocese até 12 de maio de 2004, quando sua renúncia foi aceita pelo Santo Padre.

Na mesma data foi eleito como o 4º Bispo diocesano, Dom Filippo Santoro, que até então era Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que tomou posse em 11 de julho de 2004, governou a diocese com espírito inflamado pelo anúncio da beleza e da verdade, que é Cristo. Dom Filippo implantou um plano pastoral de conjunto, com foco no encontro com Cristo, unidade e organização, e ação missionária na sociedade, que possuía três palavras chaves: Santidade, comunhão e missão. Assim, governou a diocese por 7 anos, quando foi nomeado pelo Papa Bento XVI em 1º de novembro de 2011, Arcebispo de Taranto, na Itália.

Dom Joel, convida cada fiel neste ano jubilar, em que a Diocese de Petrópolis comemora 80 anos de evangelização e pastoreio, e diz: “Duas palavras marcam a celebração dos 80 anos da Diocese de Petrópolis: gratidão e compromisso. Gratidão por cada pessoa que, ao longo dessa história, contribuiu para chegarmos até aqui. Compromisso em continuar vivendo e anunciando o Evangelho em tempos bem diferentes daqueles do início da nossa caminhada. Olhar para o passado nos traz responsabilidade no presente e nos impulsiona a construir o futuro, Que Deus abençoe nossa comunidade diocesana e nos conceda a graça de viver, cada vez mais, a nossa missão evangelizadora”.

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