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Cuba, novo apagão nacional: é o terceiro em seis meses

É a terceira vez em seis meses que Cuba fica completamente às escuras. Um novo apagão nacional atingiu na segunda-feira, 6 de julho, toda a ilha, deixando cerca de 9,6 milhões de habita...

Cuba, novo apagão nacional: é o terceiro em seis meses

É a terceira vez em seis meses que Cuba fica completamente às escuras. Um novo apagão nacional atingiu na segunda-feira, 6 de julho, toda a ilha, deixando cerca de 9,6 milhões de habitantes sem eletricidade. A empresa estatal de energia Unión Eléctrica (Une) anunciou o “colapso total” do sistema elétrico nacional. O Ministério da Energia e Minas acionou os procedimentos para a restauração da rede. Trata-se do oitavo apagão de grande magnitude desde o final de 2024.

Segundo o diretor do setor elétrico do Ministério da Energia, Lázaro Guerra, a escassez crônica de combustível “complica, sem dúvida, o processo de restabelecimento”, sem que tenha sido indicado um cronograma para o retorno à normalidade. O ministro da Energia, Vicente de la O Levy, garantiu que, poucas horas após o apagão, alguns microssistemas já haviam entrado em operação para garantir o abastecimento das infraestruturas essenciais. O presidente Miguel Díaz-Canel atribuiu a responsabilidade pela crise energética às sanções dos Estados Unidos, acusando Washington de querer “fomentar distúrbios sociais estrangulando Cuba por meio do bloqueio ao acesso ao combustível”. O chefe de Estado também definiu como “heroico” o trabalho dos técnicos empenhados na restauração da rede elétrica.

O novo colapso ocorre em meio a uma crise energética cada vez mais profunda. Cuba produz apenas 40% do combustível de que necessita e, desde o início do ano, os suprimentos de petróleo diminuíram ainda mais. Os racionamentos de energia chegam a durar, em algumas áreas, mais de 24 horas consecutivas, com graves repercussões na vida cotidiana, no transporte público, no sistema de saúde e na economia da ilha. Ao mesmo tempo, a União Europeia e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) anunciaram o financiamento de 63 projetos de micro, pequenas e médias empresas, cooperativas e iniciativas locais, com o objetivo de apoiar a diversificação econômica do país, especialmente nos setores agroalimentar, de energias renováveis e de inovação tecnológica.

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