O cardeal Pietro Parolin, segundo a programação divulgada pelo site da Arquidiocese de Catânia, na Itália, já estará na região no próximo sábado, 15 de agosto, Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, para a celebração eucarística no Santuário de Nossa Senhora da Sciara de Mompilieri, em Mascalucia, um dos locais de culto mariano mais históricos da Sicília. A identidade do santuário está ligado à erupção do vulcão Etna, em 1669, que sepultou completamente a antiga vila e à descoberta milagrosa - 35 anos depois - de uma imagem de Nossa Senhora intacta que estava sob mais de 10 metros de rocha vulcância. A lava havia se moldado ao redor da estátua de mármore, protegendo a imagem, sem derretê-la. A partir desse evento, passou a ser chamada de Madonna della Sciara (Nossa Senhora da Lava). É possível visitar a sugestiva gruta onde a estátua foi encontrada, descendo abaixo do nível da superfície para admirar os vestígios da antiga igreja soterrada.
Já as celebrações do IX Centenário do Retorno das Relíquias de Santa Águeda começam no dia seguinte, 16 de agosto, em Catânia. Durante todo o dia as relíquias estarão expostas na Basílica, que ficará aberta durante todo o dia. O cardeal Parolin, nomeado legado pontifício, será recebido ao meio-dia pelas autoridades civis e eclesiásticas em Catânia.
No final da tarde, será realizada a translação das relíquias da padroeira da cidade até Aci Castello, a 10 Km de Catânia, onde o legado pontifício irá presidir a Vigília de Oração às 20h30 na Praça Castelo. Já na segunda-feira, 17 de agosto, cedo da manhã, às 5h do horário local e com o badalar dos sinos em toda a arquidiocese, está prevista a peregrinação de retorno das relíquias até a basílica em Catânia. A missa presidida pelo secretário de Estado do Vaticano nas comemorações do aniversário de 900 anos do retorno das relíquias da padroeira da cidade e da Arquidiocese de Catânia começa às 20h na Praça do Duomo.
Em carta de Leão XIV ao cardeal Parolin, nomeado legado pontifício para as celebrações de 16 e 17 de agosto ainda em junho deste ano, o Pontífice recordou que, “no martírio de Santa Águeda, ilustre exemplo de fidelidade a Cristo e de amor até a entrega total de si mesma, a comunidade eclesial contempla a vitória da graça sobre a violência, da fé sobre o medo e da caridade sobre a morte”. “Testemunho luminoso da força que o Senhor infunde àqueles que perseveram firmes nas tentações e nas provações”, escreveu ainda o Papa, a “Santuzza”, como é chamada Santa Águeda em Catânia, permanece uma “presença viva que guarda a memória cristã do povo e o convida à coerência evangélica de vida, bem como à esperança e à caridade”, “reforçando nos fiéis a consciência de que a Igreja peregrina na terra é sustentada pela intercessão e pelo exemplo daqueles que já se tornaram participantes da glória celestial”.
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