Durante quatro dias, o Santo Padre percorreu diferentes regiões do país, levando uma mensagem de paz, unidade, justiça, reconciliação, solidariedade e esperança. Em todos os encontros, apelou aos angolanos para que continuem a construir uma nação assente no diálogo, na fraternidade e no respeito pela dignidade humana.
No âmbito da comemoração dos três meses da visita, o Papa Leão XIV dirigiu uma carta pessoal ao Presidente da República, João Lourenço, manifestando profunda gratidão pela calorosa hospitalidade do povo angolano e pelo empenho das autoridades civis, da Igreja e de milhares de voluntários que contribuíram para o êxito da visita apostólica.
A mensagem foi entregue nesta terça-feira 21, na Cidade Alta, pelo Núncio Apostólico em Angola e São Tomé, Dom Kryspin Dubiel, durante uma audiência com o Chefe de Estado. Participaram igualmente no encontro o Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, e o Arcebispo Metropolitano de Luanda, Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias.
À saída da audiência, Dom Kryspin Dubiel explicou que a carta constitui o primeiro gesto formal de reconhecimento do Santo Padre às autoridades angolanas e à Igreja local pelo trabalho realizado na preparação da visita apostólica.
Segundo o representante diplomático da Santa Sé, o Papa conserva uma recordação muito feliz dos dias vividos em Angola, destacando o acolhimento caloroso das populações, a organização dos eventos e a vitalidade da Igreja Católica no país.
Por sua vez, o Presidente da CEAST, Dom José Manuel Imbamba, reafirmou que a visita foi um momento histórico para Angola e para a Igreja, sublinhando que o Santo Padre regressou ao Vaticano profundamente satisfeito com a fé, a alegria e o testemunho do povo angolano.
Ao longo da sua peregrinação, o Papa Leão XIV presidiu a grandes celebrações e encontrou-se com milhares de fiéis, sacerdotes, religiosos, jovens e autoridades civis.
Além de Luanda, deslocou-se a Saurimo, onde incentivou a Igreja a continuar próxima dos mais pobres e dos jovens, e visitou Icolo e Bengo, participando em momentos de oração e convivência com as comunidades locais.
Um dos momentos mais emocionantes da visita aconteceu no Santuário de Nossa Senhora da Muxima, onde o Santo Padre rezou o Santo Terço com milhares de peregrinos. Na ocasião, surpreendeu os fiéis ao dirigir algumas palavras e invocações na língua nacional kimbundu, gesto que foi recebido com forte emoção e prolongados aplausos.
Entre as expressões evocadas pelo Papa destacaram-se as saudações e invocações marianas em kimbundu, manifestando proximidade ao povo angolano e valorizando a riqueza das línguas nacionais na vivência da fé. O gesto foi amplamente elogiado por fiéis e líderes religiosos, tornando-se um dos símbolos mais marcantes da visita.
Três meses após a visita apostólica, continuam vivos na memória dos angolanos os gestos de simplicidade, proximidade e carinho do Santo Padre. As suas mensagens continuam a inspirar comunidades cristãs, famílias e instituições, reforçando o compromisso com a paz, a reconciliação e o desenvolvimento integral da pessoa humana.
A carta enviada ao Presidente João Lourenço constitui, por isso, um novo sinal da estima do Papa Leão XIV por Angola e pelo seu povo, fortalecendo os laços de amizade e cooperação entre a Santa Sé e a República de Angola.
A visita apostólica de abril ficará para a história como um dos mais importantes acontecimentos religiosos vividos pelo país nas últimas décadas, deixando um legado espiritual que continuará a inspirar as gerações futuras.
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