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A tensão aumenta na Cisjordânia; quatro palestinos e dois israelenses morreram

Nova escalada de violência na Cisjordânia, no Estado da Palestina: o exército israelense ordenou um reforço maciço de suas forças após os confrontos ocorridos nas proximidades da aldeia...

A tensão aumenta na Cisjordânia; quatro palestinos e dois israelenses morreram

Nova escalada de violência na Cisjordânia, no Estado da Palestina: o exército israelense ordenou um reforço maciço de suas forças após os confrontos ocorridos nas proximidades da aldeia palestina de Tell, na região de Nablus. Nos incidentes, quatro palestinos perderam a vida e dois homens israelenses morreram. O primeiro tinha 32 anos, chamava-se Biniyahu Melet e morava no assentamento israelense de Havat Gilad, próximo a Nablus. O outro é Yuval Ezra, de 27 anos, comandante de bateria do 411º batalhão do 282º regimento de artilharia. De acordo com a versão apresentada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), um grupo de colonos estava na área do assentamento de Havat Gilad quando foi atacado; um palestino teria roubado a arma de um membro da segurança, abrindo fogo antes de ser morto pelos militares. As autoridades palestinas, por outro lado, afirmam que os quatro palestinos foram atingidos primeiro pelas forças israelenses.

Aliás, o episódio se insere em um contexto de crescente violência nessa região. Já nas últimas horas ocorreram outros ataques contra israelenses na região de Nablus e Jenin, enquanto as operações militares israelenses continuam e aumentam os episódios de violência relacionados aos colonos. No plano humanitário, as Nações Unidas denunciam uma deterioração progressiva da situação. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informa que, em 2026, mais de 3.200 palestinos foram forçados a abandonar suas casas devido aos ataques dos colonos e às demolições. Os assentamentos, as restrições à liberdade de movimento e as operações militares israelenses estão limitando o acesso a serviços essenciais, escolas e meios de subsistência. Desde o início de 2023, mais de 6.200 palestinos, incluindo mais de 3.000 crianças, foram deslocados em consequência da violência dos colonos e das restrições a ela associadas.

As organizações dedicadas à proteção da infância também expressam grande preocupação. O Unicef denunciou que, desde o início de 2025, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, pelo menos 70 crianças foram mortas e mais de 800 ficaram feridas, definindo os episódios como parte de “um padrão persistente de graves violações contra menores”. Além disso, Save the Children continua a relatar o grave impacto da violência sobre as crianças palestinas, destacando que deslocamentos forçados, restrições à mobilidade e episódios contínuos de violência comprometem o acesso à educação, à assistência médica e ao apoio psicológico, agravando uma situação que as agências humanitárias já descrevem como uma crise de proteção cada vez mais ampla.

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